Mais de 1 tonelada de maconha é encontrada em caminhão-tanque

Cerca de 1,5 de maconha foi encontrada em um caminhão-tanque, com placas paraguaias, na BR-277, em Santa Terezinha de Itaipu, na região oeste do Paraná. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a apreensão aconteceu na noite deste domingo (15).

Conforme a polícia, o motorista paraguaio abordado, de 42 anos, disse inicialmente que o semirreboque estava vazio, e que iria até Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, para carregá-lo com asfalto.

As equipes da PRF suspeitaram e iniciaram a vistoria, quando encontrou fardos suspeitos no interior do tanque.

Durante a vistoria do veículo, o motorista atravessou a rodovia e conseguiu embarcar em um carro paraguaio, que lhe dava apoio. Seguido por alguns quilômetros, a dupla abandonou o carro, e fugiu a pé.

Os policiais rodoviários federais fizeram buscas pelas imediações, mas os dois envolvidos ainda não foram localizados. Dentro do carro, que foi apreendido, a equipe da PRF encontrou documentos pessoais.

Após voltar ao posto, com uso de ferramentas especiais e apoio da concessionária, a lataria do caminhão-tanque foi aberta e os fardos de maconha, identificados.

A PRF encaminhou o veículo carregado com a droga, o automóvel e os documentos apreendidos para a Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

*Com informações da PRF*

 

Bruno Guimaraes - Athletico - Internacional - Copa do Brasil

Bruno Guimarães decide e Athletico bate Internacional na Copa do Brasil

O Athletico Paranaense saiu na frente em busca do título inédito da Copa do Brasil. Com gol de Bruno Guimarães, o Furacão venceu o Internacional por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (11).

A vitória do Athletico foi presenciada por 39.772 pessoas na Arena da Baixada.

A partida de volta está marcada para a próxima quarta-feira (18), às 21h30, no Beira-Rio em Porto Alegre.

Com o triunfo, o Athletico pode empatar por qualquer placar no jogo de volta que será campeão da Copa do Brasil.

Para o Internacional, vitória por dois ou mais gols de diferença vale o título.

Vitória do Colorado por um gol de diferença, independente do placar, leva a partida para a prorrogação. Se o empate no tempo extra persistir, o título será decidido nas penalidades.

O JOGO

Rony - Athletico - Internacional - Copa do Brasil
Rony tenta a finalização de bicicleta, mas manda para fora. Foto:Twitter Athletico Paranaense/Divulgação

A primeira chance do jogo foi criada pelo Athletico, quando Marcio Azevedo cruzou no segundo poste para Nikão. O meia escorou para o meio da área e Marco Ruben tentou a finalização de bicicleta, mas não acertou a bola.

O Internacional respondeu aos 12 minutos com D’Alessandro. O meia lançou Nico López na grande área e o uruguaio finalizou cruzado à esquerda da meta de Santos.

O Athletico respondeu rapidamente e após Rodrigo Moledo travar Bruno Guimarães, a bola sobrou na entrada da área para Rony. O atacante pegou firme de primeira e quase acertou o poste direito de Marcelo Lomba.

No início do segundo tempo, Edenílson puxou ataque pela direita e cruzou para Guerrero. A bola raspou na cabeça do peruano e sobrou para Patrick, que tentou a finalização cruzada, mas chutou mal e não levou perigo.

Aos 13 minutos, Marco Ruben recebeu na intermediária e tentou o passe na área, mas Rodrigo Moledo cortou. A bola voltou para o atacante, que dessa vez encontrou Bruno Guimarães. O volante chutou de primeira no ângulo esquerdo de Marcelo Lomba para abrir o placar.

O Athletico seguiu melhor no jogo e aos 27 minutos, Rony puxou contra-ataque e invadiu a área. O atacante buscou finalizar cruzado, mas Marcelo Lomba fez a defesa com a mão esquerda para salvar o Internacional.

O Colorado respondeu logo aos 30 minutos em jogada de bola parada. Após cruzamento na pequena área para Rodrigo Lindoso, Wellington se antecipou e tocou na bola antes que o meia buscasse a finalização.

A última chance de gol do jogo foi do Internacional. Aos 46 minutos, Rafael Sóbis foi lançado na direita e chutou perto do poste esquerdo de Santos.

Dengue: Paraná registra mais 72 casos em uma semana

Mais 72 casos de dengue foram confirmados no Paraná na última semana, segundo o boletim epidemiológico semanal divulgado, nesta terça-feira (10), pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Ao todo, são 257 casos registrados desde a primeira semana de agosto.

Dos casos confirmados, 204 são autóctones, ou seja, foram contraídos no mesmo município em que a pessoa infectada vive. Além disso, mais 14 cidades registraram casos pela primeira vez desde o início do levantamento epidemiológico, em agosto.

Os municípios com maior número de casos confirmados são: Foz do Iguaçu (19), São Miguel do Iguaçu (18) e Umuarama (14).

Até esta terça-feira, foram feitas 2.767 notificações da doença em 185 municípios paranaenses e 701 foram descartadas para dengue.

Os municípios com maior número de casos suspeitos notificados são: Londrina (440), Foz do Iguaçu (229) e Maringá (182).

De acordo com o boletim, dois municípios estão em situação de alerta de epidemia da doença: Floraí e Inajá.

O mosquito Aedes aegypti também é responsável pela transmissão do Zika Vírus e Chikungunya.

Segundo o boletim desta semana, forma notificados 32 casos de suspeita de Chikungunya e 4 casos de suspeita de Zika Vírus no Paraná, mas nenhum deles foi confirmado até o momento pela Sesa.

Professores - UFPR - APUFPR - Vestibular

Professores recomendam suspensão do vestibular da UFPR neste ano

APUFPR (Associação de Professores da Universidade Federal do Paraná) recomendou em assembleia geral, nesta terça-feira (10), a suspensão do vestibular da UFPR (Universidade Federal do Paraná) neste ano. Os docentes pretendem agora levar a decisão para a diretoria da universidade.

A decisão da Associação foi motivada pelos recentes cortes de verbas realizados pelo governo federal. Os professores também pretendem levar o tema para discussão com outras instituições federais de ensino, com o objetivo de pressionar o poder público a liberar os recursos para custeio, pesquisa e extensão para o melhor funcionamento da universidade.

O vestibular da UFPR nunca deixou de ser realizado anualmente e as inscrições para a edição deste ano se encerraram nesta terça. A universidade oferece aos estudantes 5.660 vagas para 129 cursos, sendo que 1298 seleções serão feitas pelo SiSU (Sistema de Seleção Unificado), que toma como base as notas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

A primeira fase do vestibular está marcada para o dia 27 de outubro, com as provas sendo aplicadas nos municípios de Curitiba, Jandaia do Sul, Matinhos, Palotina e Toledo. Para os estudantes que conseguirem passar para a segunda etapa os dias para a realização do concurso serão em 24 e 25 de novembro.

A assessoria de imprensa da UFPR informou que ainda não há um posicionamento da universidade.

Setembro amarelo - diálogo - suicídio - saúde mental

Setembro amarelo: Diálogo é caminho para combater o suicídio

O mês de setembro ganhou um significado importante nos últimos quatro anos.  O CVV (Centro de Valorização da Vida), a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e o CFM (Conselho Federal de Medicina) criaram em 2015 o movimento Setembro Amarelo e mudaram a forma de tratar o suicídio no Brasil.

O movimento tenta conscientizar a sociedade sobre a importância do conhecimento sobre essa doença e diminuir o preconceito gerado em cima desse tema.

O temor de que a simples menção da palavra pudesse gerar novos casos, prejudicou o conhecimento dessa doença que mata um brasileiro a cada 46 minutos, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Na visão da mestre em psicologia e professora da Universidade Positivo, Josiane Knaut, a abertura de meios para que as pessoas possam buscar ajuda é fundamental para o avanço no tratamento contra essa doença.

“As campanhas que discutem de forma aberta esse tema tendem a reduzir os casos, justamente por diminuírem o preconceito. As pessoas sabem que é um problema de saúde pública e podem buscar ajuda, sendo orientadas a chegarem nesse auxílio”, explicou Knaut.

Essa relação errônea entre divulgação do tema e crescimento do número de suicídios foi influenciada pela obra “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe.

A romantização dessa doença nessa publicação gerou um efeito chamado Efeito Werther, no qual se observou um pico de mortes ocorridas de forma semelhante ao protagonista do livro no século 18.

“As pessoas não sabem falar sobre morte e quando se trata de tirar a própria vida, elas ficam ainda mais confusas. É preciso mostrar para essas pessoas que há saída para esses problemas e não saída para a vida”, completou a psicóloga.

Importância da observação

Setembro amarelo - diálogo - suicídio - saúde mental
Conhecimento é fundamental para buscar ajuda ao combate dessa doença. Foto: Facebook/Setembro Amarelo

Alguns sinais podem auxiliar na detecção da doença e facilitar o tratamento prévio. Os principais são as mudanças repentinas de comportamento, como o isolamento, a tristeza excessiva, a ansiedade, irritabilidade, a diminuição da vida social e em alguns casos, a autolesão.

“É comum que pessoas com essa doença não se sintam úteis e importantes e se enxerguem como um fardo. Por isso, frases que podem parecer bobas no momento, também servem de alerta. Exemplo de quero dormir e não acordar mais e as pessoas estariam melhor se eu não estivesse aqui são sinais desse problema”, complementa Knaut.

É importante salientar que o histórico individual é muito importante nesse diagnóstico. Pessoas com doenças mentais como depressão, bipolaridade ou até mesmo quem sofreu choques graves em sua vida pessoal, como abusos, perdas e isolamentos também estão mais propensas a desenvolverem esses sintomas.

“Quando família e amigos percebem esses sinais a primeira coisa a se fazer é procurar um momento oportuno e conversas com essa pessoa. É preciso ouvir sem julgar e dar respostas que mostrem o entendimento dessa dificuldade, enfatizando que há outros caminhos para esse problema. Porque quem está nesse caminho não acredita que há outras possibilidades”, discorre a psicóloga.

Estresse como fator de risco

Ainda de acordo com o estudo da OMS, o Brasil é líder mundial em ansiedade, sendo esse sintoma ligado diretamente ao alto número de suicídios no país.

Knaut avalia que o ser humano carrega desde sua origem essa ansiedade, muito utilizada pelos ancestrais do período Paleolítico (10 mil anos antes de Cristo) para enfrentar predadores.

“Nosso cérebro era programado para que diante desse perigo o indivíduo tomasse a decisão de lutar ou fugir. Hoje nós não temos mais essa necessidade. Mas temos a competição, a ameaça a autoestima, o bullying, a avaliação e crítica, que ativam esse mecanismo próprio do ser humano e foi feito para a questão da sobrevivência”, avalia.

Algumas profissões carregam um estresse ainda maior, como por exemplo médicos e policiais, segundo o estudo da OMS.

Por isso, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) firmou parceria com a Universidade Positivo e criou um programa para acompanhar e cuidar psicologicamente dos policiais da corporação.

O projeto ainda prevê a criação de uma rede entre profissionais de saúde mental e policiais em diversas cidades do estado, com a realização de palestras e orientações tendo o combate à doença como foco.

Como buscar ajuda?

A saúde pública oferece serviços gratuitos para o acompanhamento psicossocial. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) existem em diversas cidades do Brasil e trabalham na recuperação dessa doença.

Diversas escolas de psicologia de universidades públicas e privadas também estão disponíveis ao atendimento à comunidade, assim como o Centro de Valorização da Vida, que possui uma linha direta e gratuita à disposição da população pelo número 188, que presta atendimento 24 horas em qualquer dia da semana.

Em casos mais graves, nos quais há risco iminente de suicídio ou em que a pessoa já sofreu dessa doença, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é a ponte para fazer o encaminhamento para o serviço de saúde pública adequado.

carne de frango

China habilita três frigoríficos paranaenses para exportação

Mais três frigoríficos paranaenses estão habilitadores a vender carne de frango para China, de acordo com o comunicado da GACC (órgão de sanidade chinês) enviado nesta segunda-feira (9) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em todo o país, foram mais 25 empresas habilitadas entre carne bovina, de frango, suína e asinino. Com isso, o número de plantas habilitadas no Brasil passa de 64 para 89.

Os frigoríficos paranaenses são: Coasul Cooperativa agroindustrial, em São João, na região sudoeste; Gonçalves e Tortola S.A, Paraíso do Norte, no noroeste; e Granjeiro Alimentos Ltda, em Rolândia, no norte central. As empresas já podem exportar imediatamente.

Segundo o Mapa, as negociações foram conduzidas pela pasta e pela Embaixada do Brasil na China. O país asiático já é o principal destino dos embarques brasileiros de carnes.

Dos novos estabelecimentos brasileiros habilitados, 17 são produtores de carne bovina, seis de frango, um de suíno e um de asinino.

NEGOCIAÇÕES

No ano passado, o Mapa pediu à China a habilitação de 78 novos frigoríficos. As negociações foram conduzidas pelo Mapa, pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Embaixada do Brasil na China.

Os chineses estão enviaram ao Brasil uma missão sanitária que auditou 11 plantas, com resultados negativos. Com isso, a demanda brasileira caiu para 34 unidades, consideradas as que têm mais chances de serem habilitadas por Pequim.