Multa para ciclistas volta à pauta de órgãos de trânsito em Curitiba

Metro Jornal Curitiba

Por José Marcos Lopes

Um tema polêmico voltou à pauta dos órgãos de trânsito: a possibilidade de pedestres e ciclistas serem multados ao descumprirem regras previstas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). A multa já é prevista no CTB, de 1997, e foi regulamentada por uma resolução do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) de outubro do ano passado.

A regra passaria a valer em março, mas o início foi adiado para 1º de março de 2019. A grande dúvida dos órgãos de trânsito é saber como a multa será aplicada. Representantes de vários municípios terão uma reunião neste mês com o Denatran e o Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

“A necessidade existe, porque pedestres e ciclistas também precisam obedecer regras de trânsito”, avalia o diretor de Projetos e Implantação de Sinalização da Setran (Secretaria de Trânsito de Curitiba), Maurício Razera. Por enquanto, os órgãos municipais têm investido em campanhas de educação.

“Não temos detalhes sobre a forma administrativa como seria feito esse auto de infração, se pelo número da identidade ou do CPF”, afirma Razera. “Para se fazer a penalização precisamos ter esses valores bem regulamentados”.

As principais reclamações sobre ciclistas feitas à Central 156, da prefeitura de Curitiba, são sobre usuários transitando no meio de veículos, sem sinalização; no passeio exclusivo de pedestres; na Rua XV de Novembro, apesar da proibição; e nas canaletas exclusivas de ônibus. Também há reclamações sobre ciclistas atropelando pedestres após furarem o sinal vermelho.

Foram 16 reclamações feitas à Central 156 neste ano e 22 no ano passado. Em casos extremos, alguns chegam a pegar “rabeira” nos ônibus.

Para o cicloativista Fernando Rosenbaum, coordenador da Cicloiguaçu (Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu), muitos usuários de bicicletas cometem infrações por causa da infraestrutura precária. “O que recomendamos é para os ciclistas andarem pelo lugar que acharem mais seguro”, diz ele.

“Tudo funcionaria melhor se houvesse respeito entre automóveis, transporte coletivo, ciclistas e pedestres”.

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