Clínicas são suspeitas de ‘forçar’ reprovações em exames psicológicos do Detran

Redação

Clínicas responsáveis pela aplicação de testes psicológicos para o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) são suspeitas de “forçar” a realização de exames em Maringá, no Norte do estado.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ajuizou uma ação civil pública contra o Detran-PR na cidade. Os indícios de irregularidades foram encontrados depois que pessoas que solicitaram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) se sentiram prejudicadas ao realizarem o exame e fizeram queixas.

Durante as investigações, o MP-PR identificou um número elevado de motoristas que eram considerados “inaptos por um dia” nos exames. A classificação os obrigava a realizar um novo exame, com pagamento antecipado da taxa.

A suspeita é a de que as clínicas estariam forçando a realização do segundo exame para aumentar a arrecadação, já que 80% do valor pago é destinado à elas.


Ainda segundo o MP-PR, depois que o Detran-PR foi notificado sobre a investigação, o número de reexames caiu.

Na ação, o MP-PR pede que o órgão contrate mais servidores para a fiscalização do Serviço de Psicologia e que, anualmente, convoque todas as clínicas de psicologia e psicólogos peritos conveniados no Estado do Paraná para a realização dos exames.

Além disso, foi solicitado que o Detran-PR disponibilize, na internet, todas as informações a respeito dos exames, como a relação de clínicas credenciadas, o número de exames realizados, a porcentagem de reprovações e os valores arrecadados.

O Detran-PR ainda não se manifestou sobre o caso.

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