Projetos que podem ajudar a evitar alagamentos em Curitiba aguardam recursos federais

Ana Flavia Silva - BandNews FM Curitiba


Equipes trabalham na recuperação do asfalto da rua Desembargador Westphalen na esquina com a Visconde de Guarapuava, que teve parte do asfalto removido pela força da chuva que atingiu Curitiba ontem à tarde (21). O trabalho é paliativo e deve durar todo o fim de semana. Não é a primeira vez que a região registra problemas por conta da chuva.

Segundo o engenheiro Donato, que coordena as atividades de recuperação da via, a galera que passa por baixo das ruas não tem suportado o volume de água.

“Já existe um projeto para melhorias da galeria, que é antiga. Houve o rompimento em alguns pontos e a água infiltrou sob o asfalto e o ergueu, tal foi a pressão. Essa tubulação joga no Rio Água Verde, que também é um rio que necessita de obras e que tem o córrego que joga no Rio Belém, que também transbordou ontem. Teve esse refluxo e acabou causando esse dano”, explicou.

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Em uma postagem no Facebook, o prefeito Rafael Greca informou que o programa de macrodrenagem da cidade beira investimentos em torno de 480 milhões de reais. As obras devem combater as cheias nas bacias do rio Belém e do rio Barigui. Há ações também no rio da Vila Formosa, no rio Pinheirinho, no rio Juvevê, no rio Bacacheri, no Ribeirão dos Padilha e no Passaúna. Essas obras devem ser finalizadas até 2020.

Segundo o Diretor de Pontes e Drenagens, da Secretaria Municipal de Obras Públicas, Augusto Meyer, projetos que devem ampliar essas obras estão prontos e devem ajudar a viabilizar recursos federais.

“Estamos buscando diversos recursos para o Rio Belém, Atuba e Ribeirão dos Padilha. São projetos que acabaram sendo desenvolvidos e estão prontos e aprovados. Agora aguardamos a liberação de recursos”, disse.

Em um vídeo divulgado cerca de três horas após o temporal, Greca disse que o problema das grandes chuvas nas cidades brasileiras decorre do aquecimento global e que os trabalhos de limpeza dos rios ajudaram a água a escoar rapidamente, apesar dos transtornos.

“O importante é que a água drenou rapidamente e a cidade já não está alagada”, avaliou.

O prefeito destacou ainda que no ano passado foram retiradas 2 toneladas de lixo da cidade fora da coleta normal e que 24 equipes permanentes atuam na limpeza dos rios. Só em 2018 foram realizadas 1.852 ações de dragagem.

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