Caso Daniel pode ter mais denunciados, diz promotor

Metro Jornal Curitiba

O promotor de Justiça João Milton Salles, responsável pelo caso do jogador Daniel Corrêa Freitas, morto durante uma festa no dia 27 de outubro, não descarta denunciar à justiça mais pessoas além das que estão presas.

Salles ainda depende da conclusão do inquérito policial, na Delegacia de São José dos Pinhais, para terminar de montar o quebra- -cabeça que pode ajudar a elucidar a morte do jogador.

Sete pessoas estão presas, incluindo o casal Edison e Cristiana Brittes, e a filha, Allana. Os outros quatro são suspeitos de ajudar a bater em Daniel. Eduardo Purkote, 18 anos, foi preso na quinta.

“É um crime de homicídio que foge um pouco do padrão, porque iniciou em um local e terminou em outro”, diz o promotor João Milton Salles. “Tinha várias pessoas na casa, pode ser que mais alguém tenha participado da primeira fase.


A montagem do quebra-cabeças nessa fase é complicada, porque tem muitas peças falsas. Mentem na tentativa de colocar fumaça na investigação”.

A promotoria terá de entender a reação de cada uma das pessoas que estavam na casa dos Brittes, em São José dos Pinhais, diante do crime – o jogador teria sido espancado no quarto do casal e há a suspeita de que outras pessoas ajudaram a limpar o sangue, por exemplo.

“Para tipificar um crime, tenho condutas muito bem delimitadas dentro da Lei Penal. Uma pessoa pode nunca ter visto nada com aquele grau de violência, pode ter saído assustada e ter recebido intimidações”, avalia Salles.

“Não posso imputar um crime pelo fato de as pesoas não terem socorrido, por exemplo, pelas circunstâncias não tinha muito o que fazer ali. Mas nada impede que outras pessoas tenham colaborado”.

Daniel foi morto na manhã do dia 27. Na noite anterior, participou da festa de 18 anos de Allana, em uma casa noturna. Ele foi espancado e morto a golpes de faca e teve o pênis decepado. O inquérito será concluído até o fim do mês.

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