Um em cada seis jovens do Paraná não trabalha nem estuda

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba


Um em cada seis jovens do Paraná não trabalha nem estuda, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2018, divulgados nesta semana (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, 17,7% das pessoas de 15 a 29 anos do estado não tem emprego e também não estuda. No Brasil, a média de pessoas nesta condição é de 23%. Nos dois casos, o índice se manteve estável em relação à pesquisa anterior, de 2017. A psicóloga especialista em comportamento humano, Janete Knapik, fala que o problema é multifatorial.

De acordo com ela, aliado a uma economia estável também há uma falta de estímulo por parte da sociedade e de familiares para que esse jovem possa se desenvolver.

De acordo com ela, esse comportamento não é prejudicial somente para os jovens e seus familiares. A psicóloga esclarece que outro problema que pode estar ocorrendo é a substituição dos jovens por uma mão-de-obra mais especializada.

Para que o jovem escape da chamada geração “nem-nem”, a especialista fala que é necessário que sejam desenvolvidas políticas públicas de incentivo dentro das escolas, para que o jovem não deixe de frequentar a sala de aula. Aliado a isso, a psicóloga lembra que é importante que a sociedade dê oportunidades de emprego a esses adolescentes e passem a acreditar no potencial inovador deles.

O levantamento do IBGE aponta ainda que o problema é maior entre as mulheres. De acordo com a pesquisa, 23% das mulheres jovens do Paraná não têm emprego e não estão estudando. Entre os homens, a proporção é de 12,7%. A pesquisa aponta que 53,8% dos paranaenses com mais de 25 anos não concluíram o ensino médio. O índice é parecido com a média brasileira, que de acordo com o IBGE é de 52,6%.

Ainda de acordo com o IBGE, as pessoas com mais de 25 anos no Paraná estudaram, em média, ao longo de 9,3 anos. Em relação aos públicos ainda em fase escolar, a Pnad aponta que 37,6% das crianças de 0 a 3 anos do estado estavam na escola em 2018 e que 92% das crianças de 4 a 5 anos estavam matriculadas. Entre o público de 6 a 14 anos, o índice de matriculados era de 99,5%. Dos adolescentes de 15 a 17 anos, 85,2% estavam na escola.

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