Estradas do Paraná pioraram no último ano, diz CNT

Mariana Ohde


Por Metro Curitiba

As rodovias federais e estaduais tiveram queda de qualidade em 2017. Segundo pesquisa anual da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada nesta terça-feira (7), os trechos considerados regular, ruim e péssimo subiram de 58,2% em 2016 para 61,8% neste ano. “Tem relação direta com um histórico de baixos investimentos”, avalia o presidente da CNT, Clésio Andrade.

O levantamento mostrou que as estradas que cortam o Paraná estão melhores do que a média do Brasil, mas elas também pioraram no último ano. As consideradas boas ou ótimas no estado eram 45,4% em 2016 e este índice caiu para 40,1% neste ano.

Em geral, as estradas sob gestão estatal no Paraná estão em condições piores que as concedidas – só 26,8% tinham condições boas ano passado. Agora são apenas 20,5%. Já entre as rodovias pedagiadas a situação é bem melhor, com 64,2% consideradas boas ou ótimas em 2017. Elas, no entanto, não escaparam da tendência de queda, já que 2016, o índice era de 67,7%.

A CNT apontou ainda a ligação Cascavel – Barracão (pela BR-163, PR-182 e PR- 583) como a 8ª pior estrada do Brasil.

Menos dinheiro

No ano passado, o valor investido no Brasil atingiu patamares de 2008. Em 2017, foram investidos R$ 3 bilhões até junho. Apenas para manutenção, restauração e reconstrução de 82.959 km com presença de asfalto desgastado, trincas, remendos, afundamentos, ondulações, ou buracos são necessários R$ 51,5 bilhões.

A CNT afirma que a situação das rodovias aumenta, em média, 27% os custos de produção.

Concessões

Todos os 10 principais trechos avaliados como ótimo são de rodovias exploradas pela iniciativa privada. A concessão, no entanto, não é garantia de qualidade. O índice de ótimo e bom que foi de 32,9% em 2016, caiu para 29,6%. A CNT informou ainda que 140 concessões estão sendo devolvidas.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal