Homens jovens lideram os casos de HIV e sífilis em Maringá

Fernanda Bertola - Metro Maringá

A faixa etária mais atingida por HIV e sífilis é a que vai dos 20 aos 39 anos.

A Secretaria de Saúde de Maringá, por meio do CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) e da UBS (Unidade Básica de Saúde), intensificou a realização de exames rápidos para ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) desde a semana passada motivada pelo Dia dos Namorados. A ação vai até sexta-feira.

As notificações de casos de HIV em Maringá, registradas nos sistemas de saúde público e privado, aumentaram 76,5% entre 2014 e 2017, com 111 e 196 diagnósticos respectivamente.

Já os casos de sífilis até junho de 2018 somam 97 registros. Entre homens e mulheres, a faixa etária mais atingida por HIV e sífilis é a que vai dos 20 aos 39 anos.

Os homens, no entanto, são maioria tanto nos casos de HIV quanto nos de sífilis. Dos 196 pacientes diagnosticados com HIV no ano passado, 121 eram homens. Com relação às ocorrências de sífilis, dos 97 registros, 77 são sexo masculino.


Os dados são do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), conforme levantamento do setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde para o Metro Jornal.

Todas as notificações de casos de HIV na cidade passaram a constar obrigatoriamente nesse sistema a partir de 2014; os de Sífilis, a partir do fim de 2017.

Comportamento

Segundo o médico infectologista da Secretaria de Saúde de Maringá, Cesar Hebel, o comportamento sexual da população explica o aumento de ocorrências de ISTs.

“Vemos no dia a dia crescer a quantidade de jovens atingidos por causa de relações sexuais sem proteção e múltiplos parceiros. Eles são de todas as classes sociais, muitos são universitários”, relata o médico.

Basta uma relação sexual desprotegida para que exista a possibilidade de adquirir uma IST. As manifestações não são instantâneas, podendo aparecer até 90 dias depois da exposição à bactéria, no caso da sífilis, e em cerca de um ano, em situações de exposição ao HIV. Hebel reforça a importância do uso de preservativo para evitar infecções e recomenda exames periódicos para tratamento.

No caso do HIV, o teste aponta o contágio depois de um mês da exposição. “A sífilis é curável, mas não gera imunidade. Ou seja, depois de curado, é possível ficar doente de novo. Já pessoas que adoecem por causa do HIV precisam tomar medicamentos para o resto da vida”, explica Hebel.

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