Implantação da bilhetagem eletrônica será gradual e sem demissões, diz Urbs

Redação e Assessoria

Ônibus

A implantação da bilhetagem eletrônica no sistema de transporte público de Curitiba será feita em etapas, ao longo de quatro anos, e não causará demissões de cobradores, garantiu o presidente da Urbs, Ogeny Maia Neto.

Ontem (22), ele esteve reunido com representantes do Sindicato de Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc).

A implantação do novo sistema de pagamento por meio dos cartões está previsa em um projeto de lei da prefeitura da capital que está sendo analisado na Câmara Municipal. Na última segunda-feira (19), o Sindimoc pediu que o projeto fosse analisado em regime de urgência, apostando que ele não seria aprovado.

Ontem, porém, o secretário-geral do Sindimoc, Adão Farias, entregou pedido de retirada do projeto do Legislativo. Segundo os trabalhadores, é necessário debater melhor o tema. Ogeny Maia Neto afirmou que o projeto não deve ser votado neste ano.

O receio dos trabalhadores é o de que a bilhetagem eletrônica cause a demissão de cobradores. O presidente da Urbs, no entanto, afirma que isso não deve acontecer, “Todo ano temos uma saída natural de cerca de 25% desses trabalhadores, por aposentadoria ou por pedidos de demissão, e vamos aproveitar esses momentos para implantar gradativamente a bilhetagem eletrônica, sem precisar de demissões”, explicou.

A proposta de modernização do sistema de cobrança no transporte de Curitiba tem o objetivo de modernizar e aumentar a segurança de trabalhadores e passageiros, com a retirada de dinheiro vivo de circulação. Segundo a prefeitura, ela também deve dar sustentabilidade financeira ao transporte público.

Atualmente, 37% do acesso ao transporte é feito com pagamento em dinheiro. “É um volume muito grande e o caixa do cobrador acaba sendo o maior chamariz para assalto e roubos”, disse o presidente da Urbs.

Recolocação dos trabalhadores

Ainda segundo a prefeitura, a redução da função de cobradores nos moldes atuais está prevista na Convenção Coletiva assinada pelo Sindimoc com a entidade patronal, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), que emprega os 3.424 cobradores que trabalham no sistema.

Cabe ao Setransp ofertar cursos de requalificação profissional para que os cobradores possam ser absorvidos em outras funções, dentro mesmo das empresas empregadoras.

No decorrer no ano o Setransp fechou parceria com Serviço Nacional do Transporte (SENAT) que abriu 57 cursos gratuitos aos cobradores da capital. Em menos de dois meses já são quase três mil inscritos.

Os cursos mais procurados são de Almoxarife, Operador de Empilhadeira, Monitor de Transporte Escolar e Mecânica à Diesel Avançada. “São profissões que podem ser exercidas dentro das próprias empresas ou mesmo em outros mercados”, disse Maia Neto.

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