Projeto que prevê câmeras em escolas de Maringá será votado na terça-feira (28)

Mariana Ohde


Por Eduardo Xavier, Metro Maringá

A Câmara de Maringá vai começar a votar na sessão da próxima terça-feira (28) projeto de lei que prevê a instalação de câmeras nas salas de aula e outras áreas dos 63 Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis) e 51 escolas de ensino fundamental da cidade.

A proposta tem apoio do executivo, Conselho Tutelar e é consenso entre os vereadores. O gasto com os equipamentos deverá girar em torno de R$ 2,85 milhões.

O projeto, que tramita há cerca de quatro meses no legislativo, ganhou maior apelo após o episódio que envolve uma professora suspeita de cometer maus-tratos contra crianças num Cmei da rede.

Segundo o Conselho Tutelar, sete mães fizeram boletins de ocorrência na Polícia Civil na segunda semana deste mês. Segundo a denúncia, a docente, para punir as crianças por indisciplina, levava-as ao banheiro pelo braço, colocava a cabeça delas no vaso sanitário e acionava a descarga.

A prefeitura abriu uma sindicância e a professora foi afastada até que os fatos sejam apurados.

Ontem, cinco das sete mães que fizeram denúncias foram conhecer o sistema de monitoramento do Colégio de Aplicação Pedagógica (CAP), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que funciona desde 2013.

“As câmeras garantem a segurança dos estudantes, profissionais e pais. Desta forma, apoiamos a instalação dos equipamentos na rede municipal”, disse o conselheiro tutelar, Carlos Bonfim.

De acordo com o vereador Do Carmo (PR), o projeto tem apoio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) e será assinado por todos os 15 vereadores.

“Fizemos um trabalho de conscientização com os profissionais de educação no sentido de que os equipamentos não serão instalados para vigiá-los, mas para garantir a segurança deles e dos estudantes”, disse.

Pelo projeto, a imagens deverão ficar armazenadas por até 90 dias, não poderão ser divulgadas e os pais não terão acesso a elas em tempo real. Outra preocupação é garantir a segurança patrimonial das instituições de ensino, já que as câmeras também serão instaladas na área externa.

O vereador calcula investimento de R$ 25 mil por unidade. “Levo em consideração também a criação de uma central na Seduc para que as escolas sejam acompanhadas.”

“O prefeito [Ulisses Maia] já se mostrou favorável à câmeras e elas ajudarão a resolver conflitos, educadores, estudantes e pais”, afirmou a secretária de Educação, Valkíria Trindade de Almeida Santos.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal