Paranaenses foram protagonistas de boas notícias em 2018

O ano de 2018 foi marcado por eleições polarizadas no Brasil, pela crise migratória, crimes que chocaram o país e revira..

Redação - 25 de dezembro de 2018, 06:00

O ano de 2018 foi marcado por eleições polarizadas no Brasil, pela crise migratória, crimes que chocaram o país e reviravoltas no cenário político. Mas 2018 também foi um ano de boas notícias, grande parte delas protagonizadas por pessoas comuns que, em meio às dificuldades, encontraram formas de tornar o mundo melhor.

E os paranaenses têm muitos motivos para se orgulharem. Relembre alguns dos casos mais emocionantes e inspiradores do estado de 2018.

A vida continua

No primeiro trimestre deste ano, o Paraná ganhou um motivo de muito orgulho: o estado se tornou líder em número de doações e transplantes de órgãos no país. O estado conquistou a posição com 50,2 doadores efetivos a cada milhão de habitantes. No mesmo período, ficou em primeiro lugar em transplantes de rim e terceiro em transplante de fígado.

Um único doador de órgãos e tecidos pode beneficiar até dez pessoas que aguardam por um transplante de órgão ou tecido.

Atualmente, o Brasil registra números recordes e tem o melhor cenário dos últimos 20 anos. No ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o país realizou 27 mil transplantes, 2 mil a mais que 2016. A expectativa é que esse número seja cada vez maior, principalmente pela qualificação das equipes médicas e pela informação de como o procedimento é feito.

O equipamento usa a inteligência artificial para identificar, em no máximo cinco minutos, problemas oftalmológicos como miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia (vista cansada).

O robô também participa da disputa por uma das nove vagas da semifinal do Startup Show, a maior competição entre startups do país. O reality show dará prêmios, mentoria e uma viagem ao Vale do Silício, na Califórnia (EUA), para a startup vencedora.

Ao todo, 27 empreendedores estão participando da competição de 12 semanas. As etapas eliminatórias do Startup Show, que começaram em setembro, estão sendo gravadas em um formato de websérie até a grande final este mês.

A Prevention começou a desenvolver o Adam Robô, em 2017, no Worktiba Barigui, primeiro coworking público do país. No espaço da Prefeitura, a startup trabalhou por dez meses. Posteriormente, o projeto foi incubado na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

Pesquisas indispensáveis

Em novembro, um projeto do Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), foi selecionado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Dentre os 114 inscritos no país, apenas 16 foram selecionados para viajar até a Antártica para colher material para as pesquisas.

O projeto paranaense, batizado de “As múltiplas faces do carbono orgânico e metais no ecossistema subantártico”, terá duração de 48 meses. Neste período, serão feitas três expedições de coleta conforme explica o coordenador César de Castro Martin.

“Dentro desse período estão previstas três operações antárticas. E essas expedições acontecem sempre no verão, porque tem o derretimento do gelo e isso facilita a coleta e atividades na região”, explicou.

Além da UFPR, o grupo terá o apoio da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

O projeto começou em dezembro e prevê a participação de pesquisadores em três expedições ao ambiente subantártico no período de 2019 a 2022, para a coleta de amostras de água superficial, material particulado em suspensão e sedimentos de fundo.

Estudante na ONU

Em setembro, um estudante de Curitiba foi centro das atenções na capital e no mundo. Gabriel Genivaldo dos Santos, de 16 anos, é morador da Vila Torres, um bairro pobre com moradias precárias e registro de miséria no coração da cidade.

Naquele mês, ele representou o Brasil no Dia do Debate Geral da Organização das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, em discurso para os representantes do Comitê de Direitos da Criança das Nações Unidas.

O evento ocorre a cada dois anos e reúne jovens de diferentes países do mundo para falar sobre assuntos relacionados aos direitos das crianças.

Gabriel é aluno do Centro Educacional Marista Eunice Benato, uma das 23 unidades sociais do Grupo Marista, que funcionam em comunidades de risco social e atendem, gratuitamente, crianças, adolescentes e jovens, por meio da educação e projetos no contra turno escolar. O adolescente falou sobre “Liberdade de expressão e violência nas escolas”. O tema foi definido pela ONU.

Segundo Diagnóstico Participativo das Violências nas Escolas, feito em 2016, com aval do Ministério da Educação, 69,7% dos jovens relataram naquele ano a ocorrência de algum tipo de violência no âmbito escolar. Nos arredores das instituições de ensino, segundo o levantamento, 82,2% dos alunos consideram que ocorre algum tipo de violência.

Por meio do Dia do Debate Geral, a ONU monitora direitos das crianças e adolescentes. Com isso, o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, órgão formado por 18 especialistas de todo o mundo, recomenda governos dos países sobre como manter os compromissos firmados na Convenção sobre os Direitos da Criança, da qual o Brasil é signatário desde 1990.

Contra o bullying

O estudante paranaense Douglas Froelich criou uma lei para o Paraná neste ano. Ele, que foi aluno do Colégio Estadual do Campo Helena Kolody, no município de Cruz Machado, no Sul do Estado, foi vencedor do programa Geração Atitude.

O rapaz propôs ao Legislativo a instituição do Dia e da Semana de Prevenção e Combate ao Bullying, além de ações relacionadas ao tema. A lei foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Estado no dia 27 de setembro.

A Lei tem como objetivo alertar a comunidade escolar sobre o tema, promover campanhas de conscientização e informação por meio de ações e programas desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Educação.

O longa Ferrugem se desenrola a partir do vazamento de um vídeo íntimo de uma adolescente em um grupo de WhatsApp e para o diretor, Aly Muritiba, pretende ser mais um motivador de debate sobre o mundo atual. Nos cinemas, Muritiba já tem mais dois projetos engatilhados: está na pré-produção de uma série para a Netflix e ano que vem roda um novo longa.