Após 10 anos, UFPR terá aulas no novo Campus Rebouças

Brunno Brugnolo - Metro Curitiba

Dez anos após tomar posse de imóvel, universidade instalará seu 9º campus na capital do estado.

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) instala oficialmente na manhã de hoje (25) o Campus Rebouças, uma expectativa da comunidade acadêmica há exata uma década, quando o espaço foi cedido à instituição.

O novo espaço – com um prédio histórico e um anexo – fica em um grande terreno na equina da rua João Negrão com a Av. Sete de Setembro. Assim como muitos outros imóveis no estado, o local pertencia à RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima) e foi cedido pela União em 2008, um ano depois da extinção da empresa.

O prédio em questão é o edifício Teixeira Soares – construído em 1941 e que servia para os serviços de manutenção e administração da RFFSA –, uma UIP (Unidade de Interesse de Preservação) de Curitiba, que precisou ser restaurado para receber as novas instalações.

O término da obra aconteceu somente em março deste ano, com os ajustes finais no mês passado – e em um espaço menor que o planejado. O anexo A, com uma biblioteca instalada em 1,4 mil m² distribuídos em dois andares e algumas salas de aula, chegou a ser inaugurado em dezembro de 2016, mas acabou não entrando em funcionamento.

O campus Rebouças vai abrigar o curso de Turismo e parte do Setor de Educação, como as pós-graduações, que funcionam nos edifícios D. Pedro I e II, na Reitoria. “O Setor de Educação tem uma característica muito peculiar, tem apenas um curso de graduação (Pedagogia), mas é fornecedor de conteúdo para boa parte da universidade, pois abastece todas as licenciaturas”, explica Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da UFPR.

No edifício Teixeira Soares, são salas de aula, laboratórios e gabinetes de professores. “Na segunda [hoje] começa a mudança. A ideia que é as atividades didáticas previstas para o 2º semestre funcionem no campus”, completa.

Para Fonseca, a ocupação do novo campus é uma conquista não só da UFPR, mas da cidade. “Com nossa presença, vamos ajudar a revitalizar essa região central. Já existem a UTFPR e o IFPR próximos, então vai dar mais cara de região universitária”.

Menor, mas promissor

O plano original para o Campus Rebouças incluía três anexos e um total de 62 mil m², o suficiente para acolher pelo menos cinco mil alunos por turno. Porém, uma disputa judicial entre empresas que participaram da licitação inicial – até hoje nos tribunais – impediram, por exemplo, a construção do anexo B, um prédio de nove andares com 11,9 mil m², o que dobraria o espaço atual e abrigaria até um restaurante universitário.

Segundo o reitor, mesmo que o problema fosse solucionado agora, faltaria dinheiro. “Também temos essa questão orçamentária. O dinheiro da época, dotação de 2009/10, já não é suficiente, seria apenas metade do necessário”, revela.

Nesse meio tempo, a “bonança” e o ciclo de expansão ficaram para trás e a crise do país atingiu em cheio as universidades federais. Os cortes atingiram em especial as verbas para novas obras.

Apesar disso, o reitor vê o futuro com otimismo. “Num contexto com mais dinheiro, será possível edificar o anexo B e até o C. O terreno tem um potencial construtivo importante, o horizonte de crescimento é muito grande”, analisa.

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