“Brincadeira” pode ter causado incêndio na Ilha do Mel

Joyce Carvalho - CBN Curitiba


O incêndio de grandes proporções que atingiu o Morro do Farol, na Ilha do Mel, pode ter sido causado por uma brincadeira. Esta é a principal suspeita do Corpo de Bombeiros, após terem sido encontrados determinados objetos durante o combate às chamas, ao longo desta segunda-feira (31).

O incêndio teve início durante a madrugada e se alastrou rapidamente. A contenção segue durante esta segunda-feira. Durante os trabalhos, o fogo chegou a voltar com força em alguns pontos da vegetação, no final da manhã, mas foi novamente controlado. Segundo o Rodrigo Malaquias, do Corpo de Bombeiros, o trabalho é bastante complicado devido ao difícil acesso e ao terreno ser íngreme.

O tenente Malaquias conta o que foi localizado no Morro do Farol e que indica que o incêndio pode ter começado depois de uma “brincadeira”. “Uma brincadeira com bombril em chamas. Havia vários objetivos espalhados ao longo do Farol, próximos à área do incêndio”, explica.

O tenente explica que, para combater o incêndio, foram usados abafadores em conjunto com bombas que são enchidas com água salgada do mar.

Desde o início das chamas, moradores se uniram para não deixar o incêndio se espalhar. A sócia da pousada Estalagem Ancoradouro, Marlene Wos Gritlet foi uma das primeiras a perceber que havia algo errado. “Senti cheiro de fumaça”, conta. “Comecei a ouvir os estalos da vegetação, levantei e da janela do meu quarto dá para ver o morro. As labaredas já estavam começando”.

Segundo Marlene, alguns moradores se machucaram durante o primeiro combate às chamas. Os bombeiros assumiram o trabalho ainda durante a madrugada, e continuaram recebendo a ajuda de moradores. Segundo o tenente Rodrigo Malaquias, os turistas se somaram nesta força-tarefa.

O Corpo de Bombeiros estima que o incêndio tenha destruído entre três mil a quatro mil metros quadrados de vegetação.

Marlene Wos Gritlet lamenta tudo o que aconteceu e se emociona ao falar do impacto do incêndio na ilha. “Vai ser um desastre ambiental. Muito bicho, coisa viva, além da vegetação. Tem um impacto muito grande na vida”, lamenta.

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