UEL reúne Conselho Universitário para discutir bloqueio de recursos

Fernando Garcel


A Universidade Estadual de Londrina (UEL) analisou, em reunião ordinária realizada nesta sexta-feira (2), o bloqueio do governo estadual em mais de R$ 6 milhões, com o contingenciamento de recursos próprios e previstos no orçamento da universidade, ocorrido no final da tarde da última terça-feira (30).

O reitor em exercício, professor Ludoviko Carnasciali dos Santos, explicou que os conselheiros apontaram algumas ações a serem realizadas, envolvendo as comunidades universitária e externa. Na próxima semana, por exemplo, cada um dos nove Centros de Estudos deverá realizar reuniões ampliadas para discutir sobre a não adesão da UEL ao Sistema de Gerenciamento de Recursos Humanos Meta-4. Além deste tópico, deverão discutir, também, o bloqueio de recursos, que deve afetar todas as atividades acadêmicas a curto prazo.

De acordo com a UEL, um levantamento completo sobre impactos e consequências deste bloqueio em todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão deve ser realizado nos próximos dias. Este trabalho de apuração detalhada deverá ser feito pela Reitoria. Ainda por sugestão dos conselheiros, a UEL deverá solicitar um posicionamento oficial por parte da Associação Paranaense das Instituições Ensino Superior do Paraná (Apiesp), uma vez que o corte afeta, também, Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Unioeste.

Por último, será solicitado à Rádio UEL FM a veiculação de uma campanha de esclarecimento sobre as consequências do bloqueio do orçamento e inclusão no programa Meta-4. A campanha deverá ainda enaltecer o caráter público da UEL. A proposta é que esta campanha ganhe a adesão de outras emissoras educativas.

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Bloqueios em universidades estaduais

A Seti (Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) informou que a Secretaria de Fazenda fez a contenção de R$ 1.124.277 da UEM, R$ 6.267.334,00 da UEL e R$ 4.109.201 da Unioeste porque as universidades não cumpriram acórdão do TCE- -PR (Tribunal de Contas do Estado), que determina que a Seti e as universidades adotarem medidas necessárias para a implantação do sistema informatizado de gestão de pessoal, o chamado RH Paraná – Meta 4.

O reitor da UEM, Mauro Baesso, afirma que a UEM e UEL têm decisões judiciais de 20 anos atrás que respaldam o desenvolvimento e gerenciamento de seus próprios sistemas de gerenciamento de RH. “Por que vamos entregar nossa folha de pagamento a uma empresa estrangeira contratada pelo governo do Estado, com um sistema que é uma caixa-preta?”, questiona.

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