Vigília Lula Livre acusa policiais de ‘tentativa de despejo’; PM alega perturbação de sossego

Redação

A coordenação da Vigília Lula Livre acusa policiais militares de uma “tentativa de despejo” na noite desta quinta-feira (21). Em nota, a vigília afirma que, no horário em que usualmente é realizado o “Boa noite, presidente Lula”, policiais teriam ameaçado prender membros da coordenação.

“Sem mandado ou qualquer documentação oficial, os policiais, acompanhados de um advogada ligada ao grupo República de Curitiba, ameaçaram prender membros da coordenação da Vigília, além de um grupo de juízes que participava das atividades no local, caso o ato de boa noite fosse realizado”, diz o texto publicado no site.

Segundo a coordenação, a situação foi controlada após um major da Polícia Militar do Paraná (PM-PR) liberar a realização do “Boa noite” por não haver operação e nem ordem judicial impedindo o ato. Os policiais teriam dito, então, que receberam uma denúncia de um morador por perturbação do sossego.

Procurada, a PM-PR negou qualquer tentativa de despejo ou abuso de autoridade. Segundo a corporação, os policiais compareceram ao local após reclamações dos vizinhos. A PM-PR enfatizou que a manifestação é livre, mas não pode se tornar perturbação de sossego, que é proibida pela legislação brasileira.


Ainda segundo a PM-PR, há uma liminar da Justiça que proíbe os manifestantes de realizarem atos nas vias públicas no entorno da Vigília. A liminar é de fevereiro, proferida pelo desembargador Fernando Paulino da Silva Wolff Filho, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Foto: Eduardo Matysiak – Jornalistas Livres

A Vigília Lula Livre está montada nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde abril de 2018, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso em decorrência de condenação na Operação Lava Jato, no caso do triplex do Guarujá (SP). Os organizadores afirmam que devem permanecer no local até a sua soltura.

Além do caso do triplex, Lula foi condenado também no caso do sítio de Atibaia (SP), também no âmbito da Lava Jato, em fevereiro deste ano. As penas somam 25 anos.

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