Cachorro perdido ganha emprego de segurança em shopping de Curitiba

Mariana Ohde


Um cachorro que andava pelas ruas do bairro Portão, em Curitiba, acabou encontrando um novo lar de uma forma inusitada. Após entrar nas docas do shopping Palladium e conquistar o coração dos funcionários, Doc, como foi chamado, ganhou até emprego e crachá.

O cachorro chamou a atenção quando apareceu na área de carga e descarga não apenas por, aparentemente, estar perdido, mas por suas condições: o cachorrinho é idoso, tem dificuldades para ouvir e um início de catarata. Quando o viram, os seguranças chamaram a coordenadora de Recursos Humanos do shopping, Sheila Abagge, conhecida na empresa pelo amor pelos animais. “A central me ligou e disse que tinha um cachorro meio perdido ali, ele tinha entrado e saído duas vezes da doca”, conta.

Sheila disse que logo percebeu que o animal era dócil e tinha idade avançada. “Falei com o porteiro e pedi para ele cuidar do cachorro até que eu pudesse verificar se ele era de alguém”, explica. Sheila fez algumas tentativas de encontrar um possível dono com postagens nas redes sociais, mas ninguém apareceu. Enquanto isso, Doc ia conquistando fãs.

“Por esse ser idosinho, bonzinho, bonitinho, acabou que a equipe inteira se apaixonou por ele. E era bem um dia de reunião gerencial. Então, eu cometei na reunião e pedi para o chefe de segurança para que ele ficasse ali na doca, porque eu não teria como levar para casa naquele momento”, afirma Sheila.

Os funcionários organizaram o espaço de forma que Doc ficasse seguro na doca. Ele ganhou uma casinha, cobertores, comida e até uma roupa de segurança, comprada pela equipe que o “contratou”. “Já que ele era da equipe de segurança, resolvemos efetivar, fiz um crachá”, brinca Sheila.

A nova casinha de Doc ficava na passagem dos funcionários, que começaram a se candidatar para adotá-lo. Foi aí que apareceu o lojista Yago Gonschoroski, que levou Doc para casa depois de dez dias de trabalho.

“Como a doca não é lugar para cachorro, eu conversei com minha namorada e a gente decidiu ficar com ele”, conta Yago.

Segundo ele, Doc está feliz na nova casa e é um cachorro brincalhão, apesar da idade. “Ele é uma festa, uma figura. Qualquer horário, para ele, é horário de brincar”, conta. “Se eu chegar em casa às 2h, ele está abanando o rabo para brincar. Ele não quer nem saber. Comprei brinquedos para ele, se não brincar, ele fica bravo”, ri.

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Repórter no Paraná Portal
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