Separação incorreta prejudica reciclagem do lixo

A nova coleta seletiva de Maringá, iniciada em 2 de abril, recolheu até o último dia do mesmo mês 500 toneladas de recic..

Fernanda Bertola - Metro Maringá - 05 de junho de 2018, 10:47

Foto: Assessoria de Comunicação / PMM
Foto: Assessoria de Comunicação / PMM

A nova coleta seletiva de Maringá, iniciada em 2 de abril, recolheu até o último dia do mesmo mês 500 toneladas de recicláveis na cidade. Do total, destinado a seis cooperativas e uma associação, 10% retornaram como rejeito e foram para o aterro municipal.

A população tem descartado lixo junto ao material reciclável, inviabilizando o reaproveitamento de itens com alto valor agregado, como frascos de xampu. Isso significa menos renda para os cerca de 130 cooperados responsáveis pela triagem.

A Prefeitura de Maringá repassa às cooperativas R$ 203,93 por tonelada encaminhada e que pode ser reciclada. Tomando como base abril, o repasse aos cooperados foi de R$ 91.768,50, quando poderia ter chegado a R$ 101.965 se não houvesse perdas.

Presidente da Coopervidros – com 28 cooperados – Dulcineia Martins lamenta. “Uma parte (do que poderia ser reciclado) a gente acaba perdendo porque não tem mesmo o que fazer, fica contaminado. Mas é um dinheiro que a gente não quer e não pode perder. A gente vira a sacola, vem casca de cebola, pó de café. É uma tristeza.”

Somando o dinheiro repassado pela prefeitura e o da posterior comercialização dos recicláveis na forma bruta, a renda por cooperado na Coopervidros gira em torno de R$ 1,3 mil por mês.

Segundo a presidente da ONG Funverde, Ana Domingues, a comunidade ainda descarta materiais como embalagens de sabonete e de outros produtos com o lixo de banheiro, onde devem ser jogados papel higiênico, absorvente, fraldas e cotonetes.

Se descartadas sujas, embalagens de alimentos também podem não ser aproveitadas. A orientação é sempre enxaguar os recipientes antes de colocar para a coleta seletiva. “Além do dinheiro perdido, temos que pensar que tem um ser humano do outro lado que vai separar isso”, frisa Ana.

Coleta

Segundo a diretora de Coleta Seletiva da Semusp (Secretaria de Serviços Públicos), Aline Gava, com o aumento da frota, de cinco para 15 caminhões, e o trabalho de educação ambiental, o objetivo é ultrapassar as 780 toneladas mensais, além de reduzir o percentual de rejeito.

“Estamos trabalhando em comissão constituída no Conselho Gestor para tratar dos programas de educação ambiental”, diz Aline.

A prefeitura já distribui sacos plásticos biodegradáveis para incentivar a separação adequada.