Vereadora acusada de corrupção quer revogar cidadania honorária de investigado na Lava Jato

Roger Pereira


A Comissão de Educação, Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Curitiba devolveu à vereadora Katia Dittrich (SD) o projeto que pede a revogação da cidadania honorária concedida ao ex-ministro Paulo Bernardo, investigado pela Operação Lava Jato. A comissão entendeu que tal propositura só seja analisada pela Câmara após a condenação do homenageado, “em respeito ao princípio da presunção de inocência”.

Ao justificar o projeto, a vereadora citou que o ex-ministro foi preso em 23 de junho de 2016 em operação da Polícia Federal batizada de Custo Brasil, um dos desdobramentos da Lava Jato. “Entendemos que a retidão de conduta e probidade são atributos que devem acompanhar os homenageados por toda a sua vida, sendo ilegítima a concessão ou a preservação da comenda por aquele que não reúne tais predicados”, justificou. Paulo Bernardo responde em liberdade aos processos.

A autora da proposta de cassação da homenagem a Paulo Bernardo também é acusada de corrupção. O Ministério Público de Estado e uma comissão processante da Câmara Municipal, investigam a denúncia de seis ex-servidores de seu gabinete que alegam que ela exigia o repasse de parte dos salários destes funcionários. Kátia nega tal prática.

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Repórter do Paraná Portal
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