Após denúncia, polícia prende quadrilha que praticava “golpe do bilhete premiado”

Mariana Ohde

A denúncia foi feita por uma idosa que perdeu R$ 20 mil.

Policiais do 1º Distrito Policial prenderam, na manhã de quarta-feira (1º), quatro pessoas que praticavam o chamado “golpe do bilhete premiado”. Celso William dos Santos, Alessandra do Nascimento, Vanuze de Fatima e Édson dos Santos foram autuados em flagrante, na rua Omar Sabbag, no centro de Curitiba, no momento em que se preparavam para aplicar novos golpes.

A prisão foi realizada com o apoio da Secretaria Municipal de Defesa Social da Prefeitura de Curitiba, através do Setor de Inteligência da Polícia Civil. Os presos são do Rio Grande do Sul e vêm à capital apenas para aplicar os golpes. As investigações mostraram que a quadrilha utilizava um veículo locado com documentação falsa, para não deixar rastros.

Junto com os presos, foram apreendidos três maços de dinheiro falso, que eram usados para a prática dos golpes, além de um documento falso e o veículo utilizado.

Os suspeitos responderão pelos crimes de estelionato, uso de documentos falsos e associação criminosa. Eles estão sob custódia e permanecem à disposição da Justiça.

Investigações

Segundo as autoridades, a investigação começou há sete dias, depois que uma idosa procurou a polícia, contando que havia sido vítima do golpe. Ela teria pago R$ 20 mil reais aos golpistas, que a convenceram a realizar três saques com valores de R$ 5 mil e R$ 10 mil.

“Eles se aproveitavam da boa fé e, de certa forma, até mesmo da ganância inerente ao ser humano, para fazerem toda uma encenação em torno de um suposto bilhete premiado, onde a vítima ganharia uma porcentagem pela ajuda que prestaria. Mas o que ocorria no final era o prejuízo desta vítima, que chega a perder muitas vezes a economia de uma vida toda”, afirmou Cassiano Aufiero, delegado responsável pelo caso.

As investigações continuam, pois, segundo a polícia, há informações de outros casos. “Já temos informações de outras vítimas com prejuízos maiores, de R$ 120 mil a R$ 160 mil”, afirma o delegado.

Denúncia é essencial

“É um golpe antigo, mas as pessoas caem, por mérito dos golpistas. Eles têm um papo envolvente, eles acabam introduzindo a vítima em uma atmosfera em que ela não consegue acreditar que aquilo não é real”, explica o delegado.

Ele afirma que a denúncia é fundamental para a punição dos criminosos e para evitar que eles façam novas vítimas. “Quem caiu nesse tipo de golpe nos últimos dias, meses, e reconhece a ação, procure a delegacia. Muitas vezes, a pessoa tem vergonha de procurar a delegacia. O que a pessoa precisa ter em mente é que não precisa ter vergonha, os policiais estão preparados, estão acostumados com esse tipo de golpe, que é um golpe comum”, ressalta.

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Repórter no Paraná Portal
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