Paraná terá a primeira fábrica capaz de produzir botox no País

Fernando Garcel


O Paraná terá a primeira fábrica de medicamentos terapêuticos e estéticos do país capaz de produzir ácido hialurônico e toxina botulínica (botox), utilizados em procedimentos terapêuticos e estéticos, até meados de 2019. O anúncio foi feito pelo governador Beto Richa que assinou o protocolo que enquadra a empresa Pharmaestetics do Brasil no programa de incentivo estadual.

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A previsão é que a Pharmaestetics inicie a produção em meados de 2019, gerando 175 empregos diretos e indiretos, em Pinhais, município da Região Metropolitana de Curitiba. O investimento inicial é de R$ 7,8 milhões, podendo alcançar R$ 50 milhões até a conclusão do projeto. “O novo projeto representa geração de riqueza e empregos e é mais um para a conta de investimentos atraídos pelo programa de incentivos Paraná Competitivo, que já atraiu mais de R$ 43 bilhões em novas fábricas e ampliações de unidades no Estado”, disse Richa.

Dentro do programa do governo, a empresa terá como benefício o parcelamento do ICMS incremental e diferimento do ICMS de energia elétrica, pelo prazo de 48 meses.

A indústria de medicamentos terapêuticos e estéticos Pharmaestetics do Brasil vai implantar uma fábrica no município de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A

Ácido hialurônico e botox

De acordo com o governo do Paraná, a empresa controlada pelo grupo Lancelot, de capital europeu, é uma das poucas do mundo que tem a tecnologia para produzir ácido hialurônico e toxina botulínica (botox). Cerca de 60% das aplicações da toxina botulínica são para fins terapêuticos, como no tratamento de cefaleia, incontinência urinária e distonias. O mercado mundial dos dois produtos movimenta cerca de US$ 8,5 bilhões por ano.

“A nossa intenção é atender o mercado nacional e internacional”, diz Fabio Dias Capinan, presidente da empresa no País. Segundo ele, o mercado nacional de toxina botulínica movimenta R$ 700 milhões por ano e o de ácido hialurônico gera receitas de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões por ano.

De acordo com Capinan, a escolha pelo Paraná se deveu à combinação de ambiente de negócios favorável e oferta de mão de obra qualificada. “Encontramos uma visão desenvolvimentista por parte do governo, com grande abertura a projetos inovadores e de alta tecnologia, além de mão de obra bem preparada”, afirmou.

A produção, cujo volume não foi revelado pela empresa, terá como destino hospitais, clínicas e profissionais habilitados, como dermatologistas e cirurgiões plásticos.

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