PR tem o segundo melhor desempenho em transplantes de órgãos

Fernando Garcel


Redação com Joyce Carvalho

O Paraná teve um aumento de 12,5% na quantidade de transplantes de órgãos em 2017, na comparação com o ano anterior. Houve recorde em alguns tipos de transplante, como os de rins, com 482 procedimentos; fígado, 265; e coração, 39 procedimentos. No total, foram 808 procedimentos no ano passado. O Paraná tem o segundo melhor desempenho em todo o País, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos.

O resultado é uma somatória de esforços, segundo a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Arlene Badoch. “Nós damos cursos em hospitais para acolhimento, má notícia e entrevistas. Nós trabalhamos juntos aos hospitais a necessidade da humanização do atendimento e da credibilidade que esses hospitais têm que passar para a família. […] Uma logística aérea e terrestre dentro do máximo que podemos fazer para atender toda a demanda”, conta.

Esta articulação é importante porque a decisão da doação de órgãos é da família do paciente. É com isso que as Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos e a Organização de Procura de Órgãos trabalham dentro dos hospitais. Após a detecção da morte encefálica no paciente, essas equipes são responsáveis pelo processo de acolhimento da família e também da oferta para a doação de órgãos do paciente.

“Todos os órgãos podem ser doados, coração, fígado, rim, intestino, pulmão, pele, ossos, córneas. Quem doa é a família, não se deixa nada por escrito. O importante é que você converse com sua família e manifeste o seu desejo de ser doador. Quem decide sempre será a família”, explica Arlene.

Neste ano, o Paraná estará apto a fazer o transplante de pulmão, o único não ofertado até então no Estado. O procedimento será realizado no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

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