Operação prende 1027 autores de feminicídios e homicídios em todo país

Mariana Ohde e Andreza Rossini

Operação Cronos tem o apoio do Ministério da Segurança Pública.
Violência

Em todo o Brasil, foram 1027 presos e 75 adolescentes apreendidos em 17 estados em uma operação contra autores de homicídios e feminicídios (tentados e consumados).  No Paraná foram 51 prisões (entre elas 4 por feminicídio e 23 devido a lei Maria da Penha) e quatro armas de fogo apreendidas, além de pequenas porções de drogas (maconha e cocaína). No total, são cem mandados a serem cumpridos no estado.

Dentre os presos, 14 foram pela prática de feminicídio, 225 por homicídio, 143 por crimes relacionados a Lei Maria da Penha e 421 por crimes diversos. Também foram autuados em flagrante 224 indivíduos pelos delitos de tráfico de drogas, posse/porte irregular de arma de fogo, entre outros. Ainda foram apreendidas 66 armas de fogo e aproximadamente 150 quilos de entorpecentes.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil em parceria com o Ministério da Segurança, com a participação de cerca de 6,6 mil policiais. No Paraná, são cumpridos mandados em várias cidades, entre elas, Curitiba, Londrina e Maringá.

A Operação Cronos, como foi chamada, também mira pessoas que descumpriram medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, em alguns estados.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis, delegado Emerson Wendt, mais de mil prisões devem ser feitas ao longo do dia. “O que estamos fazendo hoje é um esforço concentrado no combate ao feminicídio.”

De acordo com o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann. “Particularmente eu destacaria o combate ao feminicídio e também as garantias da lei Maria da Penha. Mulheres que em casa sofrem violência a partir dos seus parentes e dos seus cônjuges, mas também por outros, é algo que merece ser repelido e punido”, afirmou.

Segundo o Ministro Raul Jungmann, a operação integrada é um exemplo de como funcionará o Sistema Único de Segurança Pública, em vigor desde junho, após a sanção da Lei nº 13.675/2018. “O que nos importa é a proteção e a garantia da vida, sobretudo combater o feminicídio, esse crime covarde e inaceitável. Todos são, mas alguns são mais graves e repulsivos, sobretudo contra mulheres”, afirmou Jungmann.

Segundo a polícia, com a prisão dos autores de homicídio e feminicídio, espera-se o impedimento da prática de novos crimes.

A escolha do nome Cronos vem da referência à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime.

A ação é coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis (CONCPC) e foi definida após reunião com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, em julho.

Mais informações sobre a operação serão divulgados, durante o dia, pelo Conselho Nacional dos Chefes das Polícias Civis (CONCPC).

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal