51 donos de postos de combustíveis de Londrina são denunciados por cartel

Andreza Rossini


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou 51 proprietários de postos de combustíveis de Londrina, no norte do Paraná, por formação de cartel. O município tem um total de 105 postos.

As denúncias apresentadas na terça-feira (7) apontam que os empresários são suspeitos de combinar os preços dos combustíveis para aumentar o lucro, prática que priva os clientes da livre concorrência.

O crime contra o consumo tem pena de até cinco anos de prisão.

Uma pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), entre junho de 2014 e julho de 2015, apontou o alinhamento dos preços dos combustíveis na cidade, mas não tinha a comprovação do envolvimento dos empresários no esquema.

Dos 20 estabelecimentos do município, pesquisados entre 4 e 10 de outubro, nove aparecem com preços aparentemente alinhados, com diferença de R$ 0,01 no valor de venda da gasolina, que custava entre R$ 3,599 e R$ 3,540, de acordo com um levantamento realizado através da ANP no período. O mesmo levantamento mostra que os preços de compra da gasolina com as distribuidoras variam bastante, diferença que não é repassada para o consumidor.

A concorrência no município foi reestabelecida devido a procedimentos adotados pelo Ministério Público (MP) e fiscalizações do Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), mas o Gaeco não descarta adotar medidas mais duras contra os empresários indiciados em caso de novos indícios de cartel. Em maio deste ano o Procon atuou 28 postos da cidade por ajuste abusivo nos preços, sem justificativa.

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