Familiares de Tatiane Spitzner devem ser ouvidos nesta quinta-feira (13)

Cleverson Bravo - BandNews FM Curitiba, Ricardo Pereira - BandNews FM Curitiba e Alexandra Fernandes

Os familiares da advogada Tatiane Spitzner, que morreu ao cair do quarto andar do prédio onde morava com o marido Luis Felipe Manvailer, serão ouvidos nesta quinta-feira (13).

Na terça-feira (11), 13 testemunhas foram ouvidas no primeiro dia de audiência, que durou quase dez horas. Foram oito testemunhas de acusação e seis de defesa. Ao todo, 14 pessoas haviam sido indicadas, mas um policial civil foi dispensado.

A audiência aconteceu no Fórum de Guarapuava, região central do Paraná, mesma cidade onde o casal vivia.

O Ministério Público sustenta que Manvailer matou a mulher, a jogou pela sacada, recolheu o corpo e o levou de volta para dentro do apartamento. Câmeras de vigilância registraram o homem arrastando Spitzner, já morta e a colocando no elevador. Antes disso, as imagens mostraram ele agredindo Tatiane. Em seguida, tenta limpar manchas de sangue que ficaram pelo saguão do prédio. Já a defesa de Luis Felipe argumenta que Tatiane se matou e alega falhas no inquérito.


O advogado da família de Tatiane, Gustavo Scandelari, critica a postura da defesa. Para ele, pontos irrelevantes têm sido trazidos ao debate para que os envolvidos caiam em contradição.

Manvailer foi preso horas após o crime ao sofrer um acidente de carro na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava. Ele disse que se acidentou porque a imagem da esposa pulando a sacada não saía da cabeça dele. A polícia afirma que ele tentava fugir. Amanhã (13), Manvailer também deve ser interrogado.

Depois disso a juíza deve decidir se o caso irá, ou não, a júri popular. Luis Felipe é réu no processo pelos crimes de cárcere privado, fraude processual e homicídio com quatro qualificadoras (asfixia mecânica, dificultar defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio).

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