Em Curitiba, apenas um posto receberá combustível por dia

Mariana Ohde e Lucian Pichetti - CBN Curitiba

A expectativa é que a mesma medida seja adotada nos demais municípios da região metropolitana.
Posto de gasolina

A partir desta segunda-feira (28), um posto de Curitiba e um de Araucária, por dia, vão receber combustível para abastecer a população. A decisão foi tomada no início da madrugada, em reunião dos representantes do movimento, às portas da Refinaria da Petrobrás (Repar), em Araucária.

De acordo com o representante do movimento, Flavius Maximus, a expectativa é que a mesma logística seja implementada nos demais municípios da região metropolitana.

“Fechamos um acordo, também, entre o pessoal que aderiu à greve – a categoria dos motoboys, motoristas de aplicativo e caminhoneiros. Chegamos em um consenso. Deliberamos que nós vamos liberar um caminhão para abastecer um posto em Curitiba e um em Araucária diariamente. Vai ter um rodízio, para não beneficiarmos um posto apenas”, explicou. Segundo ele, a forma como o posto será escolhido ainda deve ser definida.

O representante do movimento de caminhoneiros da frente da Repar explica que o posto escolhido vai ter combustível suficiente para manter o abastecimento por 24 horas. “Aí, se o posto quiser funcionar 24 horas para liberar o combustível, legal. O posto vai ter o prazo de 24 horas para funcionar. Para que todos os postos tenham combustível e se revezem para vender este combustível”.

O primeiro posto escolhido em Curitiba fica na esquina da República Argentina com a Getúlio Vargas, no bairro Água Verde. O estabelecimento recebeu, na manhã de hoje, 50 mil litros de gasolina e etanol. Por volta das 8h, a fila de carros era de quase quatro quilômetros.

Gás de cozinha

Os manifestantes concentrados em frente a Repar decidiram também liberar todos os caminhões com gás de cozinha de 13 kg. Mas, com uma condição: o preço do botijão deve ser o mesmo cobrado antes da greve. “[Se o preço aumentar] vamos começar a travar os caminhões de novo. Com certeza, vai ter uma demanda muito alta agora, com os caminhões voltando para o mercado”, disse Flavius.

“Não dá para deixar o comércio se aproveitar da situação para extorquir a sociedade. Estamos fazendo esse movimento para beneficiar a sociedade, de forma alguma para prejudicar”.

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Repórter no Paraná Portal
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