Governo do Paraná negocia liberação de produtos básicos durante a greve

A governadora Cida Borghetti informou, neste sábado (26), que o Paraná vai intensificar o diálogo com representantes do ..

Redação - 27 de maio de 2018, 10:12

Foto: ANPr
Foto: ANPr

A governadora Cida Borghetti informou, neste sábado (26), que o Paraná vai intensificar o diálogo com representantes do movimento dos caminhoneiros para que não faltem produtos básicos.

"Vamos intensificar o diálogo com os manifestantes para liberar produtos básicos para as famílias, como o gás de cozinha. Já temos a garantia do trânsito de medicamentos, insumos hospitalares, combustíveis para serviços médicos e de segurança. Precisamos também a circulação dos caminhões de lixo e de alimentos”, ressaltou.

Ele teve um encontro com as forças de segurança do Estado, no Palácio Iguaçu, para tratar dos reflexos dos protestos de caminhoneiros. Estiveram presentes os secretários da Segurança Pública, Júlio Reis, e da Comunicação Social, Alexandre Teixeira, a comandante da Polícia Militar, coronel Audilene, e o chefe da Casa Militar e Defesa Civil, coronel Tortato.

"Não podemos deixar as pessoas sem itens de primeira necessidade. É preciso ter bom senso nessa hora e continuar dialogando", salientou a governadora.

Cida manteve contato com a Presidência da República para fazer um relato da situação no Paraná e também propor ações conjuntas para acabar com a crise. O governo também criou adesivos da Defesa Civil para identificar as cargas essenciais, garantindo o transporte dos produtos, inclusive mediante escolta policial se necessário.

"Este grupo está reunido permanentemente em busca de soluções negociadas e que atendam a maioria da população do Paraná", concluiu a governadora Cida Borghetti.

Diálogo

Em reunião entre representantes das forças de segurança e oficiais do Exército, na noite de sexta-feira (25), foi estabelecido que a Defesa Civil do Paraná fará novas negociações com os caminhoneiros para o tráfego de cargas de gás de cozinha, também considerado um produto de primeira necessidade.

O acordo com o movimento já permite o tráfego de insumos hospitalares, produtos químicos, ração animal, alimentos para hospitais e penitenciárias, combustível para os serviços de segurança e de urgência e emergência, além de cargas vivas.

Em nota, a Defesa Civil confirma que o acordo vem sendo cumprido. "Até o momento a estratégia de liberação das cargas prioritárias através da identificação pelo adesivo da Defesa Civil tem surtido efeitos positivos nos bloqueios, auxiliando que as cargas consigam passar. A proposta é de continuação do diálogo com os caminhoneiros, que atenderam ao pedido de liberação das cargas essenciais apresentadas pelo Estado".