Reajuste solicitado por motoristas e cobradores não deve ser atendido por empresas

Lorena Pelanda - BandNews FM Curitiba e Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

A direção do sindicato das empresas de ônibus de Curitiba e região metropolitana afirmou nesta sexta-feira (08) que não tem condições de atender ao pedido de reajuste salarial de 10% solicitado pelos motoristas e cobradores do transporte coletivo.

O diretor executivo do Setransp, Luiz Alberto Lenz Cesar disse que não é possível atender a reivindicação devido a realidade econômica do país. Ele ressaltou ainda que estão programadas reuniões para os próximos meses para tentar chegar a um acordo com a categoria e adiantou que um reajuste ‘razoável’ seria a recomposição da inflação em 2018, de pouco menos de 4%, para que não haja dano ao valor da passagem de ônibus.

“Temos que entender a realidade dos fatos e a realidade do país. É evidente que esse valor solicitado pela classe de trabalhadores é realmente impossível de se atender. Nós temos pela frente uma serie de conversações, não está nada decidido”, disse.

O diretor executivo do Setransp disse que aguarda que as administrações municipal e estadual entrem um acordo e haja subsídio por parte do Governo do Paraná para assegurar que o reajuste seja o mais baixo possível. “Estamos na expectativa de que o governo e o município entrem em acordo para que haja um subsídio. Até porque esse subsídio traria uma substituição da gratuidade, o índice de gratuidade é muito grande e traz desequilíbrio a essa tarifa”, explica.”Nenhum transporte coletivo no Brasil funciona sem que haja esse aporte”.


O Sindicado dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região metropolitana informa que ainda não foi notificado oficialmente da decisão. O governador já afirmou ser favorável à concessão de uma ajuda ao transporte coletivo da cidade a partir da isenção de cobrança do ICMS do diesel.

Além do reajuste de 10%, os motoristas e cobradores ainda reivindicam uma estabilidade de emprego para a categoria e pedem, entre outras coisas, que o valor do vale alimentação seja idêntico ao de funcionários da URBS que atuam no transporte coletivo, ou seja, a categoria quer receber mil e setenta reais de vale.

 

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