Postos de Curitiba estão com estoque quase zerado, diz sindicato

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindicombus..

Mariana Ohde - 26 de maio de 2018, 10:55

Foto: Paraná Portal
Foto: Paraná Portal

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindicombustiveis), emitiu uma nota na manhã de hoje (26) em que informa que praticamente não há mais estoque de gasolina e etanol em Curitiba.

O abastecimento regular continua interrompido. Ontem o sindicato havia informado que 95% dos postos da capital estavam desabastecidos.

Segundo o sindicato, alguns postos podem ter conseguido o produto, porém, "de forma isolada, no caso de um caminhão-tanque conseguir furar o bloqueio dos grevistas". "Se isto se confirmar, é possível que algum posto de forma pontual ainda tenha – ou volte a ter – alguma oferta pequena".

O sindicato informa que não tem previsão do retorno dos estoques. "Não há mais, portanto, condição de quantificar a porcentagem de postos que poderiam estar em atividade".

"Tivemos informações que os bloqueios nas refinarias e nas bases de distribuição, em Araucária, continuam impedindo completamente entrada e saída de caminhões-tanque. Na madrugada, alguns caminhões-tanque tentaram abastecimento na região de Araucária e foram bloqueados pelos grevistas, que permanecem em suas posições".

Situação no Paraná

O Paraná segue sem abastecimento regular e, segundo o sindicato, poucos postos podem ainda ter combustíveis disponíveis. "Diante deste quadro, não há condições de quantificar de forma exata número de postos em atividade no Paraná e em Curitiba que poderiam ainda ter gasolina e álcool. Se existirem postos que ainda tenham gasolina e álcool, são casos raros e isolados".

GNV e diesel

O fornecimento de GNV, que em sua maioria é realizado por tubulação, ainda permanece em Curitiba e nos maiores centros urbanos. Nos postos maiores, das estradas, pode restar algum fornecimento de diesel, segundo o sindicato.

Ação do governo

Em nota, o sindicato também cobrou ações do governo.

"O Sindicombustíveis-PR espera que os governos federais e estaduais consigam formalizar algum acordo, ou que pelo menos recuperem as garantias de ir e vir dos cidadãos que não queiram aderir à greve. O sindicato já reiterou diversas vezes solicitações de segurança para o fornecimento de combustível, mas até o momento isto não ocorreu.

A entidade vê o panorama como gravíssimo. Sérios problemas que vão da piora na economia até o abastecimento de alimentos e gerais são iminentes. Causa grande preocupação também os setores da segurança pública e saúde".