Operação da PF mira família que atuava no tráfico de drogas

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (25) a Operação Laços de Família, para combater os crimes de tráfic..

Mariana Ohde - 25 de junho de 2018, 10:58

Foto: PF
Foto: PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (25) a Operação Laços de Família, para combater os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O alvo é uma organização criminosa que atuava, principalmente, na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Aproximadamente 211 policiais federais cumpriram mandados no Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Norte.

A Justiça Federal da 3ª Vara de Campo Grande expediu, contra a organização criminosa, 20 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária, 35 mandados de busca e apreensão em residências e empresas, 136 mandados de sequestros de veículos terrestres, sete mandados de sequestro de helicópteros, cinco mandados de sequestro de embarcações de luxo, 25 mandados de sequestro de imóveis.

Também foi decretado o sequestro geral de todos os bens de 38 investigados, em todo o território nacional, inclusive em nome de suas empresas de fachada.

A organização, segundo a PF, "tinha traços de um clã, de forma assemelhada à máfia". Os líderes eram de um mesmo grupo familiar e tinham estreita ligação com a facção criminosa paulista PCC.

As investigações mostraram que grandes carregamentos de drogas eram enviados da fronteira para várias regiões do Brasil, geralmente escondidos em caminhões e carretas com cargas aparentemente lícitas.

Em contrapartida, a organização recebia joias, veículos de luxo e dinheiro por meio de depósitos em contas bancárias de laranjas e de empresas de fachada, como pagamento das cargas criminosas, que, de acordo com a polícia, "garantiam vida luxuosa e nababesca aos patrões do tráfico internacional de drogas, que incutiam o temor e o silêncio na região pela sua violência e poderio".

Também eram utilizados helicópteros para transportar joias e dinheiro usados como pagamento do bando, vindos de vários pontos do Brasil.

Durante a investigação, a PF já tinha conseguido apreender mais de R$ 317 mil em dinheiro; joias avaliadas em mais R$ 81 mil, duas pistolas, 27 toneladas de maconha, duas caminhonetes e 11 veículos de transporte de carga, além de prender em flagrante delito seis membros da organização investigada.

As penas somadas dos crimes cometidos atingem aproximadamente 35 anos de prisão.