Paraná registrou 534 casos de hanseníase em 2018

Redação


O Paraná registrou 534 novos casos de hanseníase em 2018. Cerca de 13% deles foram detectados quando a doença já havia causado incapacidades físicas severas.

A hanseníase afeta os nervos e a pele e tem cura. O tratamento é fornecido gratuitamente pelo SUS. O tratamento é feito com medicação diária e pode se estender até um ano, dependendo da gravidade da doença.

Enquanto não é tratada, a doença continua sendo transmitida para outras pessoas.

Segundo a enfermeira Jaqueline Finau, coordenadora do Programa de Hanseníase da Secretaria da Saúde, por conhecerem pouco sobre a hanseníase, as pessoas acabam demorando para procurar atendimento médico. E é justamente o diagnóstico precoce que faz a diferença.

Embora a hanseníase seja contagiosa, uma pessoa doente deixa de contaminar outras pessoas após a primeira dose do remédio. “É muito importante que o tratamento seja feito corretamente até o final para evitar que a doença volte”, alerta Finau.

Sintomas da hanseníase

A hanseníase afeta os nervos e a pele. As áreas mais atingidas são os braços, pernas, mãos, pés e a face. Quando não tratada ocorre comprometimento de nervos, músculos e perda da sensibilidade, levando a problemas físicos que podem ser permanentes e incapacitar a pessoa para realizar atividades básicas do dia a dia.

Os sintomas mais frequentes são manchas claras, avermelhadas ou marrons com perda ou alteração de sensibilidade, caroços dolorosos, áreas que não suam ou que perdem pelos.

Pode haver sensação de formigamento, fisgadas em punhos, cotovelos e tornozelos, ressecamento de olhos e narinas a ponto de apresentarem feridas. A transmissão ocorre pelo ar, através da fala, espirro ou tosse, mas para isso acontecer é preciso um contato próximo e prolongado com pessoas que não fizeram tratamento.

A hanseníase é silenciosa e pode demorar anos para apresentar os primeiros sintomas. Por isso é tão importante estar sempre atento aos sintomas, que podem facilmente passar despercebidos, ou ser confundidos com problemas passageiros.

“A melhor forma de prevenção é estar informado e atento a si mesmo”, reforça a coordenadora. “A qualquer sintoma ou sinal da doença, deve-se procurar o sistema de saúde mais próximo”.

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