Manvailer não apresentava sinais de embriaguez ao ser abordado por policiais

Mariana Ohde

caso tatiane spitzner, júri popular, luis felipe manvailer, tatiane spitzner, feminicídio, guarapuava

Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a esposa Tatiane Spitzner em julho, em Guarapuava, não apresentava sinais de embriaguez ao ser abordado por policiais horas após a morte da advogada.

Tatiane foi encontrada morta no apartamento em que morava com Manvailer, após sofrer uma queda do quarto andar, na madrugada do dia 22 de julho. Manvailer teria fugido do local após a morte da esposa e se envolveu em um acidente na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a mais de 300 quilômetros de Guarapuava.

Segundo o Boletim de Ocorrência, anexado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) ao processo, ele teria abandonado o carro depois do acidente. Após uma ligação anônima, Manvailer foi encontrado andando pela rodovia. Ele caminhava sentido Foz do Iguaçu.

Em depoimento, um dos policiais que atenderam a ocorrência afirmou que, ao ser abordado, Manvailer “não apresentava sinais etílicos, bem como, não apresentava odor de bebida alcoólica, não falava enrolado e também andava normalmente, sem cambalear”. Ele andava com pressa, mas “estava calmo e obedeceu às ordens emanadas dos policiais”.

Ainda de acordo com informações do B.O., Manvailer teria perguntado sobre a esposa ao ser encontrado e disse que ela havia se jogado do apartamento, em Guarapuava. Com medo, ele estaria fugindo para o Paraguai.

Além dos depoimentos dos policiais, o MP-PR anexou os depoimentos de dois garçons que teriam atendido o casal em um bar, na noite de 21 de julho. O casal saiu, naquele dia, para comemorar o aniversário de Manvailer com amigos.

Segundo os garçons, foi servida uma garrafa de champanhe ao casal, que costumava frequentar o local. Porém, os funcionários não viram Manvailer ingerir bebidas alcoólicas. Eles também não presenciaram discussões entre o casal naquela noite. Na comanda em nome de Tatiane anexada ao processo, constavam um combo de gin tônica e duas cervejas long neck.

Manvailer é réu pela morte da esposa desde o início de agosto e segue preso em Guarapuava.

Em nota, seus advogados afirmam que “os novos fatos anexados aos autos só reforçam o argumento da defesa de que a denúncia oferecida pela acusação ocorreu de forma precipitada, sem contar com todas as informações testemunhais e periciais necessárias, cumprindo apenas os prazos legais”.

Os advogados classificam a acusação como “incompleta” e afirmam que ela está “sendo costurada como se fosse uma ‘colcha de retalhos’ inserindo novos pedaços a cada tempo”. A defesa informa que deve aguardar todas as provas e depoimentos para se manifestar.

Previous ArticleNext Article
Repórter no Paraná Portal
[post_explorer post_id="551541" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]