Criança de quatro anos fica em estado grave após cair em piscina no Paraná

Francielly Azevedo


Por Lucian Pichetti 

Uma criança de quatro anos caiu em uma piscina e se afogou em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. O acidente foi nesta terça-feira (26). A menina foi socorrida pelo Siate e encaminhada em estado grave ao hospital, onde continua internada. Ela passava as férias na casa de parentes.

Piscinas, praias, rios. O risco de afogamentos aumenta e muito nessa época do ano. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros Thiago Schinzel, quando a criança é pequena os pais devem entrar junto na água.

“A gente do Corpo de Bombeiros sempre orienta que as crianças menores estejam sempre acompanhadas para entrar na água, em piscinas, rios, represas e até mesmo no mar. As crianças maiores podem entrar sozinhas, porém sempre com a supervisão de um adulto”, explica.

Muitos pais colocam uma boia no filho e acham que ele está seguro. Não é bem assim. “Na verdade esses objetos flutuantes, essas boias, elas passam uma falsa sensação de segurança. O único objeto seguro é o colete salva-vida. Os outros objetos passam uma sensação ruim de segurança, porque no mar elas podem se perder com essas boias, porque as correntes de retorno podem levar essas crianças para o fundo e no momento de desespero quando elas soltam esses objetos elas se colocam em situação de elevado risco. Também é importante não utilizar colchões infláveis e isopores porque são objetos bem perigosos no ambiente aquático”, ressalta.

Nas praias, as crianças devem andar com a pulseirinha. “Aqui na orla paranaense nós temos 89 postos de guarda-vidas, todos eles possuem pulseirinha de identificação. Então para que não se perca a criança e até evite afogamentos é importante que passe nestes postos e pegue a pulseirinha de identificação”, destaca.

Outro detalhe importante: não deixe a criança entrar na água de barriga cheia. Quando fazemos uma refeição, o organismo passa a dar prioridade para a digestão. Se nesse momento a pessoa realizar alguma atividade física intensa, os músculos vão passar a requerer mais sangue para supri-los de oxigênio, o que pode atrapalhar o processo digestivo e fazer a criança passar mal. Como consequência, o risco de afogamento aumenta.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.