Guarda municipal e traficante preso são alvos de operação do Denarc

Redação e Assessoria


Uma quadrilha de tráfico de drogas que atua em Curitiba e Região Metropolitana é alvo da Operação Regresso, deflagrada nesta quarta-feira (31), pela Divisão de Narcóticos (Denarc). Segundo a polícia, os suspeitos usavam o dinheiro obtido no tráfico para comprar imóveis. Pelo menos sete pessoas foram identificadas pelos policiais.

Cerca de cem policiais civis do Paraná cumprem 43 mandados judiciais, sendo 17 de prisão preventiva e outros 26 de busca e apreensão. Participam da ação, policiais civis da Denarc, do COPE (Centro de Operações Policiais Especiais) e do TIGRE (Tático Integrado Grupo de Repressão), unidades de elite da Polícia Civil.

Investigação

A investigação, que durou pouco mais de cinco meses, mostrou que a organização criminosa usava o dinheiro arrecadado com a venda de drogas para comprar imóveis. Esses bens estão no nome de Fábio Sidney Ribeiro Leitão, vulgo Herman, apontado como chefe da quadrilha, e da mulher dele Bruna Gremski Leitão.

Ele está detido no sistema penitenciário do Paraná e, de lá, comandava a ação da organização criminosa. Bruna era responsável pela arrecadação financeira. Ela percorria pontos de tráfico de drogas comandados pela quadrilha recolhendo o dinheiro obtido com a venda de maconha, cocaína e crack. Durante a investigação, Bruna foi flagrada fazendo depósitos e saques em bancos.

O casal já havia sido detido em 2013, segundo a polícia. Ele comandava o tráfico de dentro da cela e a esposa trabalhava diretamente com a venda de drogas nas ruas. A reincidência do casal inspirou o nome da operação: “Regresso”.

Guarda Municipal

Além do casal, a polícia está em busca de pessoas responsáveis pela armazenagem da droga e a venda. Entre os alvos está um Guarda Municipal de Curitiba que dava auxílio à Herman. Ele mora em frente a um dos pontos de armazenagem e venda de maconha e crack.

O guarda, segundo a investigação, informava ao detento a respeito das atividades policiais realizadas na “biqueira”. O servidor tinha pleno conhecimento dos delitos praticados por Hermann. Segundo a polícia, ele se prontificava a manter contato com os responsáveis pelas apreensões das drogas do grupo para tentar negociar a liberdade dos envolvidos.

Loira

Outro alvo da operação da Denarc é Andressa Rafaela de Souza Pantaleão, que fazia o armazenamento da droga e revendia para pequenos traficantes e usuários – com o auxílio da mãe e do marido.

Loira, como Andressa é conhecida, já foi presa pela Polícia Militar no dia 31 de maio deste ano com 390 gramas de cocaína, 76 gramas de maconha, balança de precisão e aproximadamente R$ 9 mil. Dias depois ela foi solta beneficiada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concedeu habeas corpus coletivo para mulheres gestantes ou com filhos com idade até 12 anos.

Assim que ganhou a liberdade, Andressa voltou para a atividade de tráfico de drogas. No dia 18 de julho ela foi presa novamente, desta vez pela Denarc. Na casa dela, os policiais apreenderam 590 gramas de crack, meio quilo de cocaína, três balanças de precisão e R$ 32,4 mil. Mais uma vez, Andressa se valeu da decisão do STF e foi libertada.

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