Mulher suspeita de decapitar ex-marido é presa em Santa Catarina

Redação e Assessoria

Uma mulher de 28 anos foi presa temporariamente na sexta-feira (9) suspeita pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver de seu ex-marido, Edivaldo Dias, de 38 anos.

O corpo da vítima foi encontrado sem a cabeça, no dia 16 de outubro, por moradores da área rural de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. A mulher foi presa em Rio do Sul (SC) por policiais civis da Delegacia de Almirante Tamandaré.

Segundo a investigação, a vítima já estava desaparecida desde o dia 13 de outubro, quando recebeu uma ligação da suspeita e acabou sendo pego em uma “emboscada”. Dias depois, moradores encontrarem rastros de sangue no matagal e encontraram o cadáver. No outro dia, crianças curiosas com a situação foram até os arredores e acharam a cabeça da vítima, que foi sepultada separadamente.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Tito Lívio Barichello, a mulher já era a principal suspeita desde o início pois no decorrer das investigações vários pontos levavam a crer que ela seria a suspeita do crime.


“No dia 13, quando a vítima desapareceu, havia uma ligação em seu celular realizada pela suspeita às 5h da manhã e já existiam Boletins de Ocorrência registrados pela vítima contra ela dando conta de que ela teria tentado esfaqueá-lo. Também recebemos uma denúncia anônima de que ela seria a suspeita pelo crime. O delegado também esclareceu que uma nova investigação foi iniciada, pois um ex-namorado da suspeita também teria sido assassinado anos atrás”, explica Barichello.

O crime anterior, que estava sem solução, deve entrar na investigação. “A partir do momento em que encontramos um crime praticado de forma passional contra o ex-companheiro, vamos investigar esse caso para verificar se existe uma correlação. Existe a esperança de conseguirmos apurar esse homicídio”, disse.

Sobre o fato de o homem ter sido decapitado, o delegado ressalta a passionalidade do crime. “Nós acreditamos que ela mostrou, ali, toda sua ira, sua raiva. Porque, obviamente, para subtrair a vida de alguém, não era necessário decapitar”, disse.

Ao todo cinco testemunhas foram ouvidas, entre elas duas sigilosas, concluindo a investigação. Uma das testemunha confirmou que foi contratada para matar Edivaldo e a outra ouviu da investigada, detalhes de como decapitou Edivaldo Dias.

Durante a prisão, a mulher ofereceu R$ 10 mil para não ser presa pela equipe policial, motivo que foi autuada em flagrante pelo crime de corrupção ativa. A suspeita estava foragida em Rio do Oeste (SC) e foi presa por policiais da Delegacia de Almirante Tamandaré, para onde foi encaminhada e permanece à disposição da Justiça.

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