Publicitário morto por policiais não estava sob efeito de álcool ou drogas

BandNews FM Curitiba


Um laudo da Polícia Científica do Paraná mostra que Andrei Francisquini não estava sob o efeito de álcool nem de drogas na noite em que morreu. O publicitário, de 35 anos, foi morto a tiros por policiais militares na Praça da Espanha, em Curitiba, na madrugada de 12 de maio.  Ele estava sozinho no carro quando foi abordado pelos PMs, na Avenida Vicente Machado.

Segundo a PM, Francisquini tentou fugir de uma abordagem e reagiu como se fosse atirar contra os policiais. O carro que ele dirigia também teria avançado contra os oficiais, e já teria fugido de outra abordagem algumas semanas antes. O pai de Andrei, Benedito Francisquini, afirma que o laudo comprova a versão da família de que o jovem não cometia nenhum ato ilícito no momento em que foi atingido pelos disparos.

Benedito se refere a uma perícia doInstituto de Identificação do Paraná que comprovou que não havia digitais de Andrei Francisquini na arma, em tese, encontrada com ele na noite em que foi morto. Para o pai, o publicitário fugiu da abordagem policial por causa de problemas com a documentação do carro.

Para o advogado de defesa dos policiais, Claudio Dalledone, o laudo sobre o consumo de drogas e álcool reforça a tese de que Andrei fugiu por estar portando uma arma.

O advogado também afirma que a falta de impressões digitais na arma, no carregador e nas munições que teriam sido encontradas dentro do carro não interfere nas investigações, por que, segundo ele, nenhuma digital foi identificada no material.

Na próxima segunda-feira (17), os PM’s envolvidos no caso devem ser interrogados no Inquérito Policial Militar. A partir daí, a Vara da Auditoria da Justiça Militar do Paraná vai avaliar as informações e dar prosseguimento.

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