Sejuf solicita ao YouTube a retirada de vídeos da Momo

Redação

A Secretaria de Justiça, Família e Trabalho do Paraná solicitou ao YouTube Brasil, por meio de ofício encaminhado ao Google Brasil, que retire de sua plataforma de vídeos e qualquer conteúdo que seja ligado ao “Momo” –  personagem assustadora que tem deixado os pais em alerta.

Também foi solicitada a retirada de qualquer publicação ofensiva ou que ofereça risco às crianças.

O pedido partiu da Câmara Municipal de Curitiba, que enviou à Secretaria requerimento ofício assinado pelo vereador Sabino Picolo, presidente daquela Casa Legislativa, com base em proposição do vereador Bruno Pessuti.

Inicialmente espalhado pelo WhatsApp, o personagem Momo enviava conteúdo perturbador para quem entrasse em contato, sugerindo até automutilação infantil. Recentemente, de acordo com relatos da imprensa, a personagem teria aparecido também em meio a vídeos voltados para o público infantil no YouTube, o que gerou grande preocupação entre pais e autoridades públicas.


Muito embora o YouTube tenha informado que não encontrou nenhuma evidência do desafio da Momo nos vídeos infantis da plataforma, é importante que a empresa seja instada a fazer varreduras permanentes em seus conteúdos para impedir a veiculação de materiais que sejam ofensivos, abusivos ou que incentivem crianças a se mutilar ou, ainda, que façam apologia à violência ou a atos mais graves, como suicídios ou homicídios.

Além de notificar o YouTube, o secretário Ney Leprevost lembra que é importante que pais e educadores fiquem sempre atentos para o que seus filhos estão consumindo na internet. “É muito importante levar em consideração que sites como o YouTube possuem políticas para o conteúdo que pode ser carregado, mas isso não garante que vídeos impróprios para menores sejam postados. Sendo assim, algumas medidas permanecem nas mãos dos responsáveis pelas crianças. Importante ter um adulto junto quando a criança estiver num computador, e mesmo no caso de dispositivos móveis é fundamental, pelo menos, verificar com certa frequência o que acontece quando estão sozinhos usando a Internet”, reforça.

 

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