80% das cidades paranaenses estão infestadas pelo Aedes aegypti

Mariana Ohde


Mais duas cidades paranaenses foram adicionadas à lista de municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da zika e da febre chikungunya. Com São João e Vitorino, o Paraná passa a ter 315 cidades com infestação confirmada – o que corresponde a aproximadamente 79% do total de 399 municípios do estado.

“Se há o mosquito, também existe o risco concreto de haver casos de dengue. Por isso, o momento é de alerta e todo o cuidado é pouco quando se trata desta doença”, ressalta o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

O mosquito, hoje, é encontrado em regiões que, historicamente, nunca haviam identificado sua presença. Em 2010, o Paraná registrava 273 municípios infestados. A maioria estava concentrada nas regiões norte, noroeste e oeste. “Formava-se um cinturão que ia da fronteira com São Paulo, passava pela fronteira do Mato Grosso do Sul e terminava no Paraguai. Agora o mosquito se espalhou para outras regiões também, em especial no sudoeste”, comenta o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Raul Belly.

Para conter este avanço do mosquito, a principal recomendação é reforçar as ações de eliminação de potenciais criadouros, tanto em casa quanto nos quintais – os recipientes que acumulam água parada. Atualmente, quase metade dos criadouros encontrados pelas equipes de saúde é considerado lixo, como copos descartáveis, garrafas pet, sacolas e outros materiais recicláveis.

O diretor-geral da Secretaria da Saúde, Sezifredo Paz, explica que o ideal é que as pessoas adotem uma rotina semanal de limpeza em suas residências. “Uma vistoria geral por semana é suficiente para deixar a casa livre do mosquito. Ação esta que dura em torno de 15 minutos e faz toda a diferença na guerra contra a dengue, a zika e a chikungunya”, declarou.

De acordo com o novo boletim informativo da Secretaria da Saúde, de agosto de 2016 até agora, o Paraná contabiliza 439 casos de dengue, 14 de zika e três de chikungunya. Até o momento, nenhuma morte relacionada a essas doenças foi registrada.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal
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