Hospitais já registram ocorrências de feridos com fogos de artifício

Francielly Azevedo


No período que antecede o Ano Novo, desde o dia 20 deste mês, seis pessoas deram entrada no CCQ (Centro Cirúrgico de Queimados) do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC) por causa de acidentes envolvendo fogos de artifício. As festas de fim de ano alteram o perfil do paciente que sofre queimaduras e que precisa receber atendimento especializado no HUEC.

Enquanto na maior parte do ano, as causas são de acidentes domésticos e de trabalho, o período entre Natal e Ano Novo, a exemplo das festas juninas, concentra principalmente ocorrências com pacientes que se acidentaram ao manusear material pirotécnico, usado para comemorar o período natalino ou da passagem de ano.

Dos seis socorridos até o momento no CCQ, um rapaz de 19 anos permanece internado com ferimentos e fraturas na mão esquerda. Ele tentou manusear uma bomba caseira na noite de Natal, 25, mas o material explodiu em sua mão no momento em que foi acendido. O paciente precisará ser submetido a um tratamento especializado nos próximos dois meses.

Primeiros cuidados em caso de acidente

Em caso de acidente, os primeiros socorros no local da ocorrência devem seguir alguns procedimentos. Se a pessoa tiver a roupa em chamas, deve tentar rolar no chão para apagá-las. No caso de ferimento na pele, a orientação é para evitar aplicar qualquer medicamento por conta própria. Isso pode agravar a situação. A intervenção emergencial deve se concentrar na colocação no local do ferimento de uma toalha úmida com água fria (evitar água gelada). O cirurgião plástico José Luiz Takaki, que trabalha no CCQ do Hospital Evangélico, afirma que a água ajuda a esfriar o local machucado e a impedir que o ferimento se agrave. A toalha deve permanecer no local do ferimento, fixada com curativo, até a chegada ao hospital para o atendimento profissional.

“Somos totalmente contrários ao manuseio de fogos de artifício. Não somos contra assistir ao espetáculo, mas quem vai se envolver com isso deve obedecer procedimentos, como contratar um profissional ou se posicionar a uma distância segura do pavio na hora de acender o artefato. O que não pode é querer utilizar o material na mão, pois é quando a maioria das explosões ocorre e os ferimentos ou mortes acontecem”, afirma Takaki.

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.