‘Polícia agiu para que isso não virasse uma tragédia’, diz delegado

Fernando Garcel


Em coletiva de imprensa, o delegado-geral da Polícia Civil Julio Cezar dos Reis afirmou que o vandalismo e tentativa de linchamento e destruição da delegacia de Umuarama, no Noroeste do Paraná, não ficará impune. Na madrugada desta quinta-feira (28), a 7ª Subdivisão Policial do município foi alvo de centenas de pessoas que tentavam linchar um suspeito de ter matado uma menina de seis anos. Pelo menos dez carros foram destruídos na ação dos populares.

“Uma atitude incompreensível… A polícia agiu com absoluto autocontrole para que isso não virasse uma tragédia”, diz o delegado-geral. “A policia tinha uma cadeia publica com mais de 200 presos para ter atenção e salas com armas. Uma reação com armas letais com certeza teríamos uma tragédia”, afirma Reis.

Segundo o delegado-geral, apesar da ação ter envolvido apenas danos materiais, a Polícia Civil vai instalar um inquérito rigoroso para identificar os envolvidos e responsabiliza-los criminalmente e também na área civil. “Não quer dizer que isso vai ficar impune. […] Estamos trabalhando com muita intensidade na identificação dessas pessoas”, destacou. Reis garante que um número de WhatsApp da Agência de Inteligência da Polícia Civil será divulgado para receber imagens e informações sobre o envolvidos. Segundo o delegado, a polícia garante o anonimato de quem fornecer informações.

Polícia vai investigar tentativa de linchamento e destruição de delegacia

Desaparecimento e assassinato

Tabata Fabiana Crespilho Rosa, de 6 anos, desapareceu no início da tarde de terça-feira (26), após ser deixada na esquina da escola pelo irmão, de 13 anos. Seu corpo foi encontrado na quarta-feira (27), após a prisão do suspeito, que confessou o crime, ter indicado o local. Ele disse, aos policiais, que matou a criança asfixiada e depois enterrou.

Menina de seis anos desaparece perto de escola no Paraná

O suspeito, Eduardo Leonildo da Silva, foi identificado pela polícia com base em imagens de câmeras de segurança de ruas do bairro Parque Danieli, em Umuarama, onde fica a Escola Municipal Rui Barbosa. O suspeito, que já tinha passagem na polícia por homicídio, aparece nas imagens com um veículo Gol.

Ele reside no Parque Danieli e seria conhecido da família da menina. A mãe de Tabata, Fernanda Crespilho, e o padrasto, Willian, disseram que Silva é conhecido ‘de vista’ e que ele teria sido preso e recentemente solto – e que depois que ele retornou da cadeia não o tinham mais visto.

Ao ser preso, ele negou ser o autor do desaparecimento de Tabata, mas depois confessou o crime. Policiais especializados de Curitiba participaram da investigação do caso.

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