A 10 dias da posse, ninguém sabe quem governará Foz do Iguaçu

Com o prefeito eleito (Paulo Mac Donald - PDT) cassado pela Justiça Eleitoral, o atual prefeito (Reni pereira - PSB) afa..

Roger Pereira - 22 de dezembro de 2016, 18:55

Com o prefeito eleito (Paulo Mac Donald - PDT) cassado pela Justiça Eleitoral, o atual prefeito (Reni pereira - PSB) afastado do cargo depois de ter sido preso acusado de corrupção e 12 dos 15 vereadores da cidade presos (seis deles reeleitos), Foz do Iguaçu vive a maior crise política da sua história, a ponto de, a 10 dias da troca de comando na cidade, ninguém saber quem passará a administrar o município do Oeste do Paraná a partir de primeiro de janeiro.

Candidato mais votado nas eleições de outubro, Paulo Mac Donald sequer foi diplomado como prefeito eleito. Ele teve seu registro de candidatura cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral que o enquadrou na lei da Ficha Limpa, por conta de duas condenações por improbidade administrativa do período em que foi prefeito, entre 2005 e 2012. Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral negou seu recurso, mantendo a decisão do TRE-PR que considera nulo todos os votos recebidos pelo pedetista e determina a realização de novas eleições.

O novo pleito, no entanto só deve ocorrer em março, segundo o TRE, isso se Mac Donald não conseguir reverter a decisão em recurso que pretende impetrar no Supremo Tribunal Federal.

Enquanto os eleitores iguaçuenses não voltam às urnas, quem assume provisoriamente a prefeitura é o presidente da Câmara Municipal. E, aí, mais um impasse. Os seis vereadores que foram reeleitos (e que, pela maior experiência, poderiam pleitear o comando da Casa) estão presos pela Operação Pecúlio, a mesma que já levou à cadeia o prefeito afastado Reni Pereira. Se estiverem presos no dia 1º de janeiro, sequer tomam posse, sendo suas cadeiras ocupadas, interinamente, pelos suplentes eleitos. Mas, se forem soltos até a data da posse, estariam livres para assumir os mandatos.

Os novos vereadores eleitos tentam, timidamente, articular a composição da mesa, mas sequer sabem com quem negociar. A vereadora mais votada, Nanci Rafain (PDT), disse que colocará seu nome como candidata à presidência da Casa. "Mas a situação é tão caótica que nem consegui articular nada com meus futuros colegas. Na verdade, não sei nem quem serão meus colegas. Não dá para saber com quem conversar", disse. "Mas o que está acontecendo na Câmara mostra que precisamos renovar. Os novos vereadores precisam assumir o protagonismo e, por isso, que coloco meu nome à disposição", disse, revelando inclusive, ter interesse em concorrer ao cargo de prefeita se ocorrerem novas eleições.