Acampamento aumenta e preocupa moradores vizinhos da PF

Redação e Narley Resende - BandNews FM Curitiba


O relacionamento entre moradores e integrantes do acampamento de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no entorno da Polícia Federal (PF) é mediado pela organização do movimento. Depois da terceira noite de prisão do ex-presidente, a área do acampamento de vigília permanente já é quatro vezes maior. Cerca de mil pessoas ocupam a área próxima da PF, segundo a Polícia Militar.

O acampamento está consolidado, com refeitório, cozinha, posto de saúde, ambulância, ponto de doações, geradores de energia à gasolina e área para assembleias.

A organização distribui alimentos para cerca de 250 pessoas que não têm estrutura básica para passar os dias no local. O principal problema é sanitário. Há apenas seis banheiros químicos para atender a população acampada. Alguns moradores abrem as portas de casa e oferecem banho, água e a utilização do banheiro, para um número limitado de acampantes.

O morador Ricardo Luiz Brasília diz que o acampamento causa transtornos, mas há uma política de convivênciaUm dos ônibus usados pelas caravanas que chegam ao local arrebentou os cabos de energia do poste da casa dele. “Eles estão tratando bem o pessoal que ajuda, mas existe um certo transtorno… ninguém queria, mas faz parte”, diz o morador. A situação foi resolvida por meio de uma doação. A empresária Rosane Amorim Gutiá, que mora em Curitiba e estava no ato para apoiar o acampamento, ouviu a conversa e doou o dinheiro para consertar a fiação rompida.

Outros moradores reclamam do barulho e das condições de higiene da região com a presença de tantas pessoas. “São pessoas aposentadas que moram em uma rua que era pacifica. Nenhum morador nunca teve problema. A gente quer sossego! É um absurdo… a gente não consegue entrar com o carro na garagem”, desabafa Vivan Comim sobre a dificuldade de locomoção por causa das barracas montadas na frente de sua residência.

Os caminhões de lixo não têm acesso à região bloqueada pela polícia. Segundo a organização do acampamento, os manifestantes têm recolhido o lixo e levado a áreas em que os caminhões de coleta têm acesso. Uma cooperativa também foi acionada para levar os materiais recicláveis.

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