Acampamento na região da PF deve receber caravanas de outros estados no final de semana

Lenise Aubrift Klenk - BandNews FM Curitiba

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Caravanas de vários estados devem se juntar neste fim de semana aos manifestantes que mantêm o acampamento em apoio ao ex-presidente Lula, nas proximidades da Polícia Federal, em Curitiba. O número de militantes de movimentos sociais interessados em participar da vigília tem surpreendido os organizadores do movimento.

O acampamento começou com militantes do Partido dos Trabalhadores e de movimentos sociais de diversas regiões do Paraná. Atualmente, a estimativa é de que duas mil pessoas passem diariamente pelos atos da vigília. São caravanas do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, além de manifestantes que chegam sozinhas ou em grupos menores, de outras partes do país.

O presidente do PT no Paraná, Dr. Rosinha, diz que foi procurado, até mesmo, por uma delegação de um país vizinho, interessada em participar da manifestação. Segundo ele, agora a preocupação é garantir a organização do acampamento.

“Eu recebi um telefonema do Uruguai que eles estão saindo de lá com um ônibus. De uma vigília isso aqui passou a ser um acampamento. Nós ficamos preocupados em como encaminhar esse processo. A nossa intenção é fazer tudo em segurança, dentro da questão de higiene, pacífico, nada de violência. Tem um ou outro insiste em trazer cerveja aqui, eu entando aqui não entra. a gente não quer bebida alcoólica nenhuma aqui dentro”, disse.

Alguns ônibus deixaram Curitiba nesta quinta-feira (12) e outros devem chegar para o fim de semana. Dr. Rosinha diz que a participação espontânea fez com que os organizadores mudassem as estratégias de revezamento inicialmente previstas.

“Nós passamos a orientar alguns ônibus, daqueles que nós eramos consultados, a não vir porque a quantidade de pessoas que resolveu ficar já era suficiente para uma vigília. Orientamos que não viessem, mas alguns não nos consultam”, disse.

Entre as caravanas que chegaram a Curitiba nesta quinta-feira (12) estava um ônibus de militantes da União Nacional por Moradia Popular, que chegou de São Paulo. Uma das integrantes do movimento, Evaniza Rodrigues, afirma que o acampamento tem um valor simbólico para os manifestantes.

“Aqui inspira tanta identidade. Você olha uma pessoa que você nunca viu na vida, você quer abraçar… quer dizer ‘puxa vida companheiro, que bom que você está aqui ao meu lado lutando comigo’. O Lula também inspira isso, a construção desses laços, de identidade popular, a construção de uma forma de vida diferente”, afirmou.

Para garantir a alimentação, sete cozinhas funcionam no acampamento. Cada uma delas é liderada por uma equipe de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que vieram de sete regiões do Paraná.

A da região de Quedas do Iguaçu é comandada por três agricultores: Madalena Pahim, de 68 anos, Wilson Rodrigues, de 48, e Rudnei Wilbert, de 40. Eles contam que estão cozinhando para um grupo de 150 pessoas.

Só na cozinha da equipe de Quedas do Iguaçu são preparados, por refeição, 10 quilos de arroz, 7 quilos de feijão, 15 quilos de carne (geralmente frango) e três quilos de legumes. A maior parte do alimento consumido pelos integrantes do acampamento vem de doações.

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