Buscas são retomadas no Rio Ivaí: criança e mulher continuam desaparecidas

Redação e BandNews FM Curitiba

Acidente no Rio Ivaí: buscas por criança e mulher são retomadas

Foram retomadas na manhã desta quinta-feira (22) as buscas vítimas do acidente de barco no Rio Ivaí, norte do Paraná. No último domingo, a embarcação virou com nove pessoas.

Cerca de 50 pessoas, entre bombeiros, demais militares e voluntários auxiliam no trabalho que acontece no quarto dia de procura pelas vítimas.

Ontem, quatro corpos foram localizados durante o dia: de dois homens, de 42 e 41 anos, e de duas crianças, de 3 e 4 anos. Os corpos foram encaminhados ao IML (Instituto Médico Legal) de Ivaiporã.

Seguem desaparecidos Nicolas Pacagnan Fernandes, de oito anos, e Patrícia Miranda da Silva, de 33 anos. Nenhum dos ocupantes do barco usava colete salva-vidas.

COMO ACONTECEU O ACIDENTE DE BARCO NO RIO IVAÍ, NA REGIÃO NORTE DO PARANÁ?

Nove pessoas estavam na embarcação quando o acidente aconteceu na tarde de domingo (18), no rio Ivaí, entre Borrazópolis e São João do Ivaí. Três foram socorridas com vida no mesmo dia. Uma delas é Marcelo de Carvalho da Silveira. Ele tem 26 anos e estava com a esposa, também de 26, e o filho, de três anos. Todos foram resgatados com um quadro de hipotermia.

“A gente ficou mais de duas horas segurando o barco e pedindo socorro. Fomos remando, remando, até chegar na margem. Nessa hora, a gente não estava mais aguentando de frio. O meu moleque começou a ter convulsão e já estava delirando. Até que dois pescadores apareceram e salvaram nossa vida”, relatou Marcelo.

Buscas por vítimas de acidente no Rio Ivaí são retomadas (Reprodução/TV Band)

Segundo o sobrevivente, o barco virou após passar por uma queda de aproximadamente um metro de altura. Antes disso, três ocupantes – inclusive ele, haviam descido para tentar segurar a embarcação. O tenente do Corpo de Bombeiros, Elvi José Stofella Neto, explica a dificuldade no trabalho de localizar os corpos.

“Essa permanência dos corpos submersos também é prolongado de acordo com a temperatura. Então, se está frio ele fica submerso mais tempo e se está mais quente, menos ele fica no fundo. Isso dificulta e faz com o que o nosso trabalho seja feito no escuro”, explicou Neto.

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