Acidente de ex-deputado Carli Filho que matou dois jovens completa 10 anos

O acidente causado pela mistura de álcool, direção e alta velocidade envolvendo o ex-deputado estadual Luiz Fernando Rib..

Fernando Garcel - 07 de maio de 2019, 09:45

CURITIBA, PR, 28.02.2017: JUSTIÇA-PR - Ex-deputado estadual do Paraná Luiz Fernando Ribas Carli Filho deixa o prédio do Tribunal de Justiça - O julgamento de Carli Filho é retomado na quarta-feira (28). Após quase nove anos do acidente de trânsito que matou dois jovens em Curitiba (PR), a Justiça do Paraná dá início do júri popular que julgará o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, 35, envolvido na batida e denunciado por duplo homicídio. O ex-parlamentar é julgado na 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, em Curitiba. (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress)
CURITIBA, PR, 28.02.2017: JUSTIÇA-PR - Ex-deputado estadual do Paraná Luiz Fernando Ribas Carli Filho deixa o prédio do Tribunal de Justiça - O julgamento de Carli Filho é retomado na quarta-feira (28). Após quase nove anos do acidente de trânsito que matou dois jovens em Curitiba (PR), a Justiça do Paraná dá início do júri popular que julgará o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho, 35, envolvido na batida e denunciado por duplo homicídio. O ex-parlamentar é julgado na 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, em Curitiba. (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Folhapress)

O acidente causado pela mistura de álcool, direção e alta velocidade envolvendo o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho, que causou a morte dos jovens Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20, completa 10 anos nesta terça-feira (7). Uma perícia mostrou que Carli Filho dirigia seu Passat Variant blindado, a 167 km/h no momento da colisão e testemunhas disseram que ele estava visivelmente embriagado quando deixou o bar em que estava com amigos e saiu dirigindo naquela noite. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) estava cassada.

Carli Filho foi condenado em júri popular a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, mas teve a pena reduzida para 7 anos e 4 meses em regime semiaberto pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Ele não passou nenhum dia preso e é possível que cumpra a sentença fora da prisão com uso de tornozeleira eletrônica.

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"Nós lutamos porque as pessoas acham que a morte no trânsito é uma fatalidade, mas não é. Fatalidade é um mal que não podemos evitar. Beber e dirigir, dirigir em alta velocidade, usar celular enquanto está dirigindo ou não usar o cinto de segurança é evitável. Isso depende de cada um e é mudança de comportamento", destaca Christiane Yared.