Ações para prevenir desastres naturais são reforçadas no Paraná

Francielly Azevedo


Desde que fortes chuvas atingiram o Litoral do Paraná no início de 2011, causando estragos em diversos municípios, as ações da Defesa Civil foram reforçadas. O Paraná é o único Estado em que 100% dos municípios têm um Plano Municipal de Contingência de Proteção e Defesa Civil. Nesta terça-feira (25), foi inaugurado o Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd), que fará o monitoramento contínuo de todo o Estado, com base em informações de 16 órgãos do governo estadual, prevenindo perdas provocadas por desastres naturais.

De acordo com o Governo Estadual, já foram investidos R$ 70 milhões na área de proteção e defesa civil. No Cegerd foram aplicados R$ 4,6 milhões. Até o fim deste ano R$ 44 milhões devem ser destinados ao Programa de Fortalecimento e Gestão de Risco de Desastres, criado logo após as chuvas de 2011.

Os recursos foram utilizados para a modernização da infraestrutura de monitoramento e previsão hidrometeorológica, mapeamento das áreas de risco, obras de infraestrutura nos municípios e desenvolvimento de sistemas de gestão e redução dos riscos de desastres.

“São investimentos e ações para garantir a proteção das famílias paranaenses. Estamos conseguindo dar respostas rápidas a desastres como enchentes, inundações e até tornados, que cada vez acontecem com mais frequência aqui”, explica Beto Richa, Governador do Paraná.

Reconhecimento da ONU

Atualmente, o Paraná é reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) pelo melhor sistema de defesa civil da América Latina, para combater desastres naturais. Para o coordenador executivo da Coordenadoria Estadual de Proteção Defesa Civil Estadual, tenente-coronel Edemilson de Barros, o Centro Estadual de Gerencialmente de Riscos e Desastre representa mais um salto de qualidade dentro do processo de evolução nesta área, no Paraná.

 

Como funciona o Cegerd

O Cegerd conta com estrutura tecnológica e de pessoal para gestão de desastres no Estado, tanto em pequena quanto em grande escala. O espaço foi adequado para monitoramento de condições meteorológicas severas, com salas de comando de incidentes e de descompressão, centro de imprensa e um conjunto de telefonia totalizando 160 linhas.

“Na ocorrência de incidentes, desta sala de gestão temos condições de reunir e falar simultaneamente com todas as regionais distribuídas no Paraná, fazer a gestão da localidade atingida e analisar como agir”, explicou o chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Adilson Castilho Casitas.

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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