Acusado de matar PM na Vila Corbélia é condenado a 12 anos de prisão

O homem acusado de matar o policial militar Erick Norio, em dezembro de 2018, na Vila Corbélia, foi condenado a 12 anos ..

Francielly Azevedo - 23 de outubro de 2019, 07:05

Erick Norio morreu durante uma ação na Vila Corbélia, um dia antes do incêndio (Reprodução Facebook)
Erick Norio morreu durante uma ação na Vila Corbélia, um dia antes do incêndio (Reprodução Facebook)

O homem acusado de matar o policial militar Erick Norio, em dezembro de 2018, na Vila Corbélia, foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio qualificado (por dificultar a defesa da vítima e matar agente de segurança pública no exercício das funções). O júri popular aconteceu, na tarde desta terça-feira (23), no Tribunal do Júri, em Curitiba.

Foram ouvidas sete testemunhas, entre elas a esposa do réu e o pai do policial assassinado.

 O Ministério Público do Paraná declarou que vai recorrer, porque considerou a pena muito baixa.

A reportagem tenta contato com a defesa do condenado.

O CASO

O policial militar Erick Nório, do 23º Batalhão, foi atingido por dois tiros ao chegar na comunidade 29 de Março para atender uma ocorrência de perturbação de sossego. Além do PM, dois moradores da vila foram mortos e um motorista de aplicativo ficou ferido a tiro.

Na mesma noite, a Vila Corbélia foi incendiada. Moradores acusaram a PM de represália. Já a PM atribuiu o incêndio a uma ação do “crime organizado” e rebateu a acusação.

Em um vídeo entregue ao Ministério Público do Paraná dois homens, que vestem coletes balísticos da Polícia Militar, descem de um carro branco e atiram contra casas e ordenam que moradores de uma área de invasão em Curitiba se recolham.

Dias depois, após a divulgação do vídeo, a PM confirmou que os homens que aparecem atirando horas antes do início do incêndio no local pertencem à corporação.

Na ocasião, moradores relataram terem sido torturados e testemunharam policiais consumindo cocaína e espalhando gasolina sobre casas momentos antes do início do fogo.

A Polícia Militar, o Ministério Público do Paraná e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa abriram diligências para apurar as circunstâncias dos ocorridos.

POLICIAIS PRESOS

No último mês de setembro, três policiais foram presos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeita de participação no incêndio. Na ocasião, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em três cidades do Paraná e um município do Rio Grande do Norte.