Marido de Tatiane Spitzner reafirma inocência, mas não responde sobre a noite da morte

Vinicius Cordeiro e Francielly Azevedo

O professor Luís Felipe Manvailer, acusado de matar a esposa Tatiane Spitzner por asfixia e depois jogar o corpo da sacada do apartamento em que o casal morava no dia 22 de julho do ano passado, foi interrogado pela juíza Paola Gonçalves Mancini nesta quinta-feira (21), em Guarapuava.

Manvailer está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava e responde pelos crimes de feminicídio, cárcere privado e fraude processual, mas voltou a negar o assassinato da mulher. O interrogatório de hoje foi a última etapa para a juíza definir se o réu vai ou não a júri popular.

“Gostaria de afirmar em alto e bom tom que sou inocente. Eu não matei minha esposa, não sou um assassino. Sempre falei a verdade e fui uma pessoa calma, nunca tive uma briga na rua ou algo assim”, disse.

Questionado pela magistrada, Manvailer preferiu não comentar os momentos que antecederam a morte de Tatiane, afirmando que aguarda perícias complementares. A posição foi orientada pelos seus advogados. Com a medida, tanto acusação quanto defesa abriram mão de perguntas ao interrogado.


Foi a segunda vez Manvailer presta esclarecimentos à Justiça e nega o assassinato. Antes, ele já tinha declarado inocência em uma audiência de custódia.

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O CRIME

Tatiane foi encontrada morta no apartamento em que morava com Manvailer no último dia 22 de julho. Imagens mostram ela sendo agredida antes de entrar no prédio, no estacionamento, no elevador, e a queda do 4º andar. Depois, o suspeito busca o corpo, leva ao apartamento, limpa os vestígios de sangue no corredor e elevador e foge do local por uma saída alternativa do estacionamento.

De acordo com a denúncia, Manvailer matou a esposa depois de diversas agressões físicas que teriam iniciado após um desentendimento ocorrido em virtude de mensagens em redes sociais, agindo por motivo fútil e desproporcional.

AUDIÊNCIAS

Além de Manvailer, foram ouvidos familiares do casal e testemunhas. Os depoimentos tiveram início em dezembro. Na primeira audiência de instrução, 13 pessoas foram ouvidas. Entre elas, policiais civis, um auxiliar do Instituto Médico-Legal (IML), amigos, vizinhos do casal e o delegado responsável pelo caso.

Na segunda audiência, 15 pessoas foram convocadas, mas cinco terminaram dispensadas. O pai e a irmã de Tatiane foram ouvidos nesta ocasião. No fim de janeiro, amigos de Manvailer e do irmão dele ainda foram ouvidos por videoconferência.

 

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