Família de Rachel Genofre vê com cautela a solução do caso

Metro Jornal Curitiba

A família de Rachel Genofre, morta em novembro de 2008, ainda vê com cautela o anúncio de que o caso foi solucionado com a indicação do possível autor do crime. A advogada da família, Cassia Bernardelli, vai solicitar acesso ao exame de DNA e outros elementos sobre a vida do suspeito.

“Não vimos ainda nenhuma documentação e não tivemos acesso aos exames desse suspeito”, disse Cassia Bernardelli. “Eu, como profissional, só vou poder dizer que estou tranquila quando verificar o exame e o entorno desse suspeito, onde ele estava no dia do crime”, ressaltou.

Outra dúvida da advogada é em relação aos outros suspeitos – cerca de 150 amostras de DNA fazem parte do inquérito aberto em 2008, ano da morte de Raquel. Na semana passada, o delegado- -geral adjunto da Polícia Civil, Riad Farhat, disse que os dados genéticos de 116 suspeitos foram cruzados. Em 2013, cinco anos após a morte de Rachel, Cassia Bernardelli moveu uma ação contra o estado, por danos morais.

“Quando entrei com a ação, pedia que esse cruzamento de dados fosse feito. Então, acredito que esse cruzamento foi feito recentemente. Minha dúvida agora é em relação a todos os DNAs no inquérito”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil, os dados genéticos do suspeito, que está preso em Sorocaba (SP), não constavam do inquérito e foram incluídos neste ano no Banco de DNA. O material genético dele foi colhido neste ano. Rachel Lobo Oliveira Genofre tinha 9 anos quando foi morta, em 5 de novembro de 2008. O corpo foi encontrado em uma mala, na Rodoferroviária de Curitiba, com sinais de violência sexual. Três suspeitos chegaram a ser presos entre 2008 e 2010, mas foi descartada a participação deles.

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