Advogada é encontrada morta e principal suspeito é o marido

Alexandra Fernandes

A advogada Angelina Silva Guerreiro Rodrigues, de 42 anos, foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava no bairro Capão Raso. O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (22). De acordo a Polícia Militar (PM), a vítima teria sido assassinada pelo próprio marido, Nilson Aparecido Rodrigues, 46 anos, o que caracterizaria como feminicídio.

O corpo da advogada foi encontrado por vizinhos. Há relatos de que o casal teria discutido bastante, e que logo após isto, o marido teria saído do apartamento de forma suspeita. Angelina foi encontrada no chão do quarto com ferimentos de arma branca, na região do tórax.

A Delegacia da Mulher assumiu o caso por se tratar de feminicídio. O carro usado por Nilson foi abandonado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), mas ele ainda não foi localizado. De acordo com a polícia, o suspeito tem passagens por outros crimes.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraná lamentou o crime. Confira a nota na íntegra:


É com grande pesar que a OAB Paraná recebe a notícia do assassinato da advogada paranaense Angelina Silva Guerreiro Rodrigues, de 42 anos, inscrita na seccional sob o nº. 74.102. A Ordem lamenta profundamente mais este triste caso de feminicídio e manifesta solidariedade à família, aos amigos e colegas de Angelina.

Segundo informações preliminares, Angelina teria sido assassinada pelo marido após uma discussão em um condomínio no bairro Capão Raso, em Curitiba. O corpo da advogada foi encontrado nesta manhã (22). O suspeito de cometer o crime teria fugido e não foi localizado até o momento.

A seccional paranaense, por meio da Comissão de Estudos de Violência de Gênero (CEVIGE) e da Comissão da Mulher Advogada (CMA), defende intransigentemente o enfrentamento a todas as formas de violência, com ênfase na violência de gênero pelas suas características nefastas no cotidiano das mulheres, e repudia mais este episódio trágico e abominável.

A diretoria da seccional designou as presidentes das duas comissões, respectivamente as advogadas Helena de Souza Rocha e Mariana Lopes da Silva Bonfim, para acompanhar as investigações. O caso também é acompanhado pela Diretoria de Prerrogativas e pela Comissão de Defesa das Prerrogativas da seccional.

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