Advogados são presos por estelionato em operação do Gaeco

Andreza Rossini

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu três advogados em Santa Izabel do Ivaí,  no noroeste do Paraná, na manhã desta quinta-feira (8).

Eles e mais nove pessoas são acusadas por falsidade ideológica, uso de documentos falsos, estelionato, peculato, apropriação indébita e lavagem de dinheiro, além de associação criminosa. Os crimes aconteceram entre os anos de 2011 e 2015.

As prisões foram determinadas pela Justiça do município. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em escritórios e outros estabelecimentos relacionados aos advogados e a outras pessoas envolvidas na suposta associação criminosa.

De acordo com o Gaeco, integrantes do grupo procuravam pessoas que detinham contas bancárias – normalmente pessoas humildes, idosos ou de pouca instrução –, pegavam procurações e ingressavam na Justiça com pedido de pagamento de altos valores relacionados a expurgos inflacionários.


Em algumas situações, quando estavam prestes a receber o dinheiro, os advogados alegavam para os titulares das contas que o processo demoraria ou não daria certo, e os convenciam a desistir de esperar pelo fim do processo. Assim, por uma quantia simbólica, “compravam” o direito das vítimas de receber o dinheiro, embolsando, posteriormente, valores significativos.

As investigações apontam também que um cartorário dava suporte nos processos eletrônicos, emitindo alvarás que eram entregues imediatamente aos advogados que sacavam as quantias, sem dar tempo ao banco de propor recursos. Ainda houve casos em que os advogados integrantes do grupo utilizaram documentos falsos para serem apresentados nas ações da Justiça e sacaram valores em nome de pessoas já falecidas.

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